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Como metais tóxicos afetam a nossa saúde

Núcleo Digital - 03/05/2020 00:00

Conhecidos desde dos primórdios, os metais pesados ou metais tóxicos estão presentes no nosso cotidiano, afetando silenciosamente o nosso bem-estar e ainda indo mais longe promovendo doenças, às vezes de caráter irreversíveis. As fontes de contaminação são muito variadas, indo de derivados do petróleo como a gasolina até a água que tomamos e fazemos os alimentos. Não é incomum se ouvir falar de desastres ecológicos envolvendo no final da cadeia a contaminação da água e imaginem só quanto tempo a natureza demora para devolver a normalidade nestes casos. Bem, o intuito desta matéria é alertar a todos sobre os efeitos que estes metais tóxicos podem gerar e com isso seguem alguns exemplos.


Chumbo: intoxicação por este metal pode causar danos neurológicos e renais, com sintomas de cefaleia, vertigens, irritabilidade com agressividade, transtornos de personalidade e até mesmo levar ao aumento da pressão arterial.


Cádmio: presente no cigarro, pode afetar o sistema imunológico com aumento de células cancerígenas, afeta ainda a função renal e o metabolismo ósseo e em alguns casos pode até causar a infertilidade feminina.


Mercúrio: este metal tem uma ação direta em alguns neurotransmissores, entre eles, a serotonina, provocando casos de depressão com crises de ansiedade aguda e também afeta a dopamina relacionada a danos neurológicos, incluindo tremores semelhantes a doença de Parkinson, além de influenciar diretamente nos hormônios sexuais levando a impotência sexual.


Alumínio: este é sem dúvida um dos metais mais estudados na medicina, pois participa além da desestabilização da serotonina envolvida diretamente na depressão, ansiedade, angústia e até mesmo no pânico. Ele também está relacionado a transtornos intestinais com má absorção de nutrientes, mas é na Doença de Alzheimer que se concentra o seu estudo, pois descobriu-se uma elevada quantidade de alumínio nos tecidos cerebrais dos portadores da doença. Em estudos mais avançados se diagnosticou um agravamento da deterioração da memória em pacientes com elevados índices deste metal verificado em exames bioquímicos e a partir disto a investigação da presença do alumínio como contaminante nos tratamentos da Doença de Alzheimer tornou-se fundamental para o prognóstico.

Ai vemos que a dosagem laboratorial de metais tóxicos deixou de ser coisa de seriados americanos para fazer parte da nossa rotina diagnóstica e tratamento, pois para um entendimento melhor do nosso organismo e para se ter a Saúde de forma plena, temos que ter a visão do corpo como um todo e neste caso incluir o que e como nos alimentamos, sendo este o papel do médico Nutrólogo.

SAÚDE Á TODOS!

 

DR. JÚLIO PALAZZO

MÉDICO NUTRÓLOGO

CRM PR 16.401/ CRM SP 83.054

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