SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEGUNDA-FEIRA, 26 DE JULHO DE 2021
Turismo

Home office dos sonhos

Países oferecem vistos de trabalho remoto para atrair nômades digitais

Yasmin LisboaPublicado em 10/04/2021 às 22:30Atualizado há 06/06/2021 às 09:06

Não é novidade que a pandemia do novo coronavírus transformou a rotina dos profissionais e popularizou o estilo de trabalho em home office. Com a crise sanitária, quem trabalha em outro país acabou precisando voltar para o país de origem ou teve que pedir uma extensão da estadia. Com esse aumento de profissionais indo embora, muitos governos promoveram a criação do visto de trabalho remoto para atrair nômades digitais.

Um mapeamento realizado pela agência virtual de turismo ViajaNet apontou um total de nove países que aderiram a esse tipo de visto, a maioria deles está localizado no continente europeu, mas também na Ásia e América do Norte, como: Alemanha, Barbados (Caribe), Bermudas, Estônia, França, Geórgia, Portugal, República Tcheca e Tailândia.

(Colaborou Yasmin Lisboa)

Pré-requisitos

Para a adesão ao programa de serviços existem os pré-requisitos, além de o tempo de estadia permitido variar para cada país. Entretanto, entre os pré-requisitos básicos podemos citar a  comprovação de renda pelo requerente e de vínculo empregatício com alguma empresa. O que muda é a renda mínima exigida em cada país. Para Barbados, por exemplo, é necessário comprovar a receita de 50 mil dólares ao ano para ingressar no programa.

Estônia

O país foi o primeiro do mundo a criar um visto de trabalho remoto específico para nômades digitais, o Digital Nomad Visa.

Com esse programa os profissionais poderão se mudar e viver legalmente no país, com duas modalidades de visto, o "tipo C", de curta duração (6 meses), custa 80 euros. Já o visto "tipo D", de longa duração (1 ano), custa 100 euros.

Como requisitos para o programa é necessário possuir uma empresa remota ou trabalhar para uma empresa sediada fora da Estônia e ter rendimentos mensais de pelo menos 3.504 euros nos últimos seis meses.

Islândia

O país abriu suas fronteiras para trabalhadores remotos no final do ano passado, através do programa Work in Iceland que permite que profissionais estrangeiros vivam e trabalhem no país por até seis meses. A taxa do pedido de visto custa US$ 60 e há uma taxa adicional de US$ 43 para o processamento do passaporte.

Como requisitos para ingressar no programa, é preciso ter uma renda anual de pelo menos US$ 88 mil; comprovar que não trabalha para uma empresa islandesa e ter um comprovante de cobertura de seguro-saúde pelo período de sua estadia.

Costa Rica

Em 2020, o país lançou um visto de trabalho remoto para freelancers que permite que estrangeiros vivam até 2 anos no país: o Rentista. A taxa de inscrição para o programa é de US$ 250.

Como requisito é preciso ter uma renda mensal de US$ 2.500 ou depósito de US$ 60 mil em um banco da Costa Rica, além disso o visto permite que trabalhadores autônomos ou empresários trabalhem na Costa Rica, mas você não pode ser empregado de outra empresa.

Emirados Árabes Unidos

Dubai lançou neste ano o programa de trabalho virtual: "Remote Work Nomad Visa", onde os trabalhadores remotos e suas famílias permanecem na cidade por até um ano enquanto trabalham para empresas sediadas no exterior. A taxa de inscrição do programa é de US$ 287.

Os requisitos do programa são comprovar que ganha um mínimo de US$ 5.000 por mês, apresentando comprovante de trabalho, o recibo de vencimento do último mês e três meses de extratos bancários e garantir um seguro-saúde que seja válido também nos Emirados Árabes Unidos.

Barbados

Para entrar no país o governo criou o programa "Welcome Stamp", para incentivar a vinda de turistas de longa permanência.

O visto de trabalho remoto com duração de um ano, tem uma taxa de US$ 2.000 por pessoa, ou US$ 3 mil por família, independentemente do número de membros.

Como requisitos para o programa, é preciso ser empregado ou autônomo e pagar imposto de renda no seu local de residência ou país de origem, ter rendimentos de pelo menos US$ 50 mil por ano, além de comprovante de cobertura de seguro-saúde pelo período de estadia.

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