Reino da felicidade

TURISMO/MUNDO

Reino da felicidade

Explore Butão, destino misterioso e isolado em que os moradores vivem uma vida positiva e amam as coisas mais simples, deixando de lado o dinheiro e ganância


O Punakha Dzong é um palácio construído no século XVII que atualmente guarda os tesouros butaneses
O Punakha Dzong é um palácio construído no século XVII que atualmente guarda os tesouros butaneses - Pixabay/Divulgação

O Butão, localizado nos pés do Himalaia, próximo à gigante China e à populosa Índia, foi eleito o país mais feliz do mundo pela Lonely Planet, a maior editora de guias de viagem do mundo. Atrás do destino ficou Inglaterra, Macedônia do Norte, Aruba, Suazilândia, Costa Rica, Holanda, Libéria, Marrocos e Uruguai. O importante guia, que indicou o país como o melhor lugar para visitar em 2020, não imaginava, no entanto, que a pandemia do coronavírus fecharia ainda mais as fronteiras do país.

O país, que prefere manter o turismo restrito, possui regimentos que dificultam a visita. Só pode entrar com guia e existe uma taxa de turismo que deve ser pago por dia hospedado no destino. O valor arrecadado é usado para a preservação da natureza. Metade do território do país é de área protegida, em um parque nacional. Além disso, os índices de poluição do país são mais baixos do mundo. O modelo de turismo é baseado no baixo volume e na alta qualidade. Com isto, o país registou poucos casos de coronavírus, mas fechou ainda mais as fronteiras para garantir a segurança de seus moradores. Mas este não é um motivo para não viajar para lá com o fim da pandemia.

O país é indicado para quem quer fugir do roteiro obvio e conhecer o país pouco explorado e que deve se tornar a primeira nação totalmente orgânica. No pequeno país, a felicidade está na qualidade de vida e não no poder de consumo. O país é reconhecido pela inovadora política de "Felicidade Interna Bruta", que valoriza a felicidade e a simplicidade, incentiva a satisfação e deixa bem longe a tristeza. Os butaneses, diferente dos homens e mulheres do ocidente, enxergam a beleza nas coisas simples. Eles não se interessam por TV, rádio ou internet.

Muito deste comportamento se explica pela religião. O Butão é um país budista, em que as pessoas são guiadas pelos ensinamentos de Buda, que conduzem o indivíduo a uma felicidade plena, através das práticas meditativas, do controle da mente e da autoanálise de suas ações diárias. O resultado são pessoas mais calmas e felizes no país, que é um pouco maior que o Estado do Rio de Janeiro. Por causa da devoção, o destino construiu o maior Buda sentado do mundo. A estátua de 51 metros pode ser vista de vários pontos da capital Thimbu. O lugar, hoje, é um santuário, um local de peregrinação.

Localizado no extremo leste do Himalaia, o país chama atenção pelas belezas naturais, com florestas intocadas. Logo que desembarca no aeroporto, o turista vê uma imensa cadeia montanhosa, com picos de até 8 mil metros de altura. O país, que parece ter parado no tempo, mantém sua arquitetura local preservada e também prega o silêncio, comportamento do qual os ocidentais não estão mais acostumados. É possível visitar mosteiros sagrados, ver monges na rua jogando bola e meditando e consumir pratos típicos e muito saborosos.