Comportamento sexual na pandemia

Sexualidade

Comportamento sexual na pandemia

Pesquisa vai investigar de que forma o isolamento está interferindo na vida das pessoas


Pesquisadores querem saber de que forma o isolamento interfere na vida sexual
Pesquisadores querem saber de que forma o isolamento interfere na vida sexual - Pexels/Banco de imagens

Vários são os impactos psicológicos causados por uma pandemia na mente humana. O isolamento caracterizado pela quarentena trouxe mudanças de rotina, várias restrições de contato social e físico, bem como uma angústia que tem afetado e alterado ainda mais os hábitos das pessoas. A ideia agora é descobrir de que forma o comportamento sexual foi afetado. Para isto, o centro de estudos em psicologia Ciclo de Mutação, de Rio Preto, está convocando interessados em participar da pesquisa "Sexualidade: flutuações do comportamento em tempos de quarentena".

A pesquisa está de acordo com a nova versão da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS) que incluiu um capítulo sobre a saúde sexual. O trabalho dos pesquisadores de Rio Preto tem por finalidade repercutir esse e outros aspectos da vida, e foi apreciado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE). "Por enquanto podemos dizer que a pandemia está afetando o comportamento geral das pessoas e temos por hipótese que deve então estar afetando o comportamento sexual também, por isso a investigação formal que nos dará resposta a essa questão", explica a psicóloga Maria Aparecida Zampieri, a Tina. Segundo ela, em uma prévia, o número de mulheres que se dispuseram a colaborar com respostas foi bem maior.

Os interessados em participar podem acessar o link https://bityli.com/dI7Bo e responder o questionário, mantendo sua identidade preservada. "O objetivo é colaborar para uma melhor compreensão dos fenômenos associados a este importante aspecto da vida e melhor intervir como profissionais de saúde", diz ainda.

 

Melhora o estresse: A atividade sexual é capaz de reduzir os níveis de cortisol, conhecido por hormônio do estresse. A liberação de dopamina e endorfina no organismo durante o sexo também aumenta a sensação de prazer e bem-estar, além de diminuir o nível de ansiedade;

Sono com mais qualidade: O sexo favorece uma boa noite de sono porque após o orgasmo o corpo libera ocitocina e prolactina, hormônios relacionados às sensações de amor e relaxamento. Essa reação tem efeito prolongado devido a funções neurotransmissoras que agem no organismo;

Previne problemas cardíacos: A prática regular pode reduzir os riscos de ataques cardíacos, pois melhora o fluxo sanguíneo e a circulação. O ato sexual pode ser comparado a um exercício físico moderado, já que há aumento nos batimentos cardíacos e na pressão arterial.

Fonte: Emilio Sebe Filho, urologista