Disposição em todas as fases

Terceira idade

Disposição em todas as fases

Envelhecimento não é desculpa para cruzar os braços e ficar sem fazer nada


Envelhecer não é desculpa para se manter parado
Envelhecer não é desculpa para se manter parado - Pexels/Banco de imagens

Envelhecer nada mais é que um fenômeno biológico. Difícil de ser definida, a velhice modifica a relação que a pessoa tem com a sua própria história, com os outros e com o mundo. Fato é que o envelhecimento da população é uma realidade vivenciada por todos os países, inclusive no Brasil, onde o número de idosos soma 13% da população geral, sendo o sexto país com maior número no mundo.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que em 2055 a participação de idosos na soma geral da população será maior que a de crianças e jovens até 29 anos. Em 2050, serão 21 idosos para cada 10 jovens, segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Novo significado

Fomentada pelo desenvolvimento econômico e por avanços tecnológicos, tanto na medicina quanto no saneamento básico, essa transição demográfica aumentou a expectativa de vida da população e vem redefinindo o significado de "terceira idade". Mais ativos do que nunca, homens e mulheres com mais de 55 anos não só vivem mais, como vivem melhor. É o que aponta a pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) - São Paulo, em parceria com a Bayer.

Segundo o estudo, o envelhecimento está na pauta do público acima dos 55 anos - 63% deles pensa a respeito disso. E, quando questionados sobre como se sentem em relação ao passar dos anos, 32% afirmam estar bem com a situação. A velhice assusta apenas 14% dos entrevistados. Outro dado interessante trata da percepção que esse público tem de si mesmo, mais da metade (54%) não se sente velho. Quando o assunto é expectativa para o futuro, curtir a família e os netos (27%) foi a resposta mais citada.

Ainda é comum os olhos da sociedade se voltarem para a velhice com preconceitos e rótulos que não representam mais esta parcela de nossa população. Mesmo que o envelhecimento faça parte de um processo natural do ser humano, que tem início desde o nascimento, ele ainda é acompanhado por estigmas que precisam ser quebrados", afirma a geriatra Maisa Kairalla.

Os idosos de hoje estão cada vez mais independentes, moram sozinhos, preservam ao máximo a sua autonomia. "Estão muito mais ligados aos avanços da tecnologia e à necessidade de se cuidarem para ter um envelhecimento ativo. Os filhos e netos ainda continuam sendo o principal motivo de dedicação, mas conseguem inserir academia, viagens e amigos do Whatsapp nas suas rotinas", diz Marcia Sena, especialista em qualidade de vida na terceira idade.

Conheça o histórico médico de sua família: Desde cedo, converse com o médico que o acompanha sobre as predisposições familiares a algumas doenças e o que interfere diretamente no processo de envelhecimento;

Mantenha hábitos saudáveis: São escolhas fundamentais a alimentação adequada e manter seu corpo em movimento;

Promova atividades que lhe tragam prazer em viver: É importante manter relações sociais e familiares, fazer novas amizades e conservar as atuais, investir no bem-estar, fazer parte de ações com foco em inclusão social e ser autônomo em suas decisões;

Repare nas modificações ao seu redor: Discuta com seu médico quanto à interferência sobre o estilo de vida (seja no trabalho ou na postura no dia a dia), que possa ser causa de possíveis doenças.

Fonte: Danielle Amoedo, geriatra

 

A boa notícia, segundo inúmeros estudos, é que a adoção de pequenas mudanças nos hábitos de vida podem retardar essas doenças ou sua progressão e que o vigor independe da idade. "A Organização Mundial da Saúde defende que o envelhecimento saudável é mais que a ausência de doenças. Com o acompanhamento médico regular, prática de exercícios físicos, lazer e socialização, bem como vida sexual ativa e alimentação saudável, é possível viver a terceira idade com saúde, aumentando assim a expectativa de vida do idoso", afirma a geriatra Danielle Amoedo.

"Embora a terceira idade traga consigo muitos desafios, envelhecer não é sinônimo de fragilidade. Ainda que o organismo passe por alterações importantes, é possível encarar essas mudanças tranquilamente", diz a nutricionista Joanna Carollo. Porém, para tal, é preciso que o estilo de vida acompanhe essas alterações, respeitando as limitações impostas pela idade. A dieta é um dos pontos mais relevantes, pois, de acordo com a nutricionista, pode determinar o quanto essas transformações vão impactar na qualidade de vida do indivíduo. "Ter bons hábitos alimentares é importante durante toda a vida, porém, nessa fase, a dieta pode ajudar a retardar ou minimizar os sinais do tempo. Por outro lado, um cardápio desequilibrado ou insuficiente, pode agravar determinados sintomas e, até mesmo, aumentar a vulnerabilidade num período que, naturalmente, já inspira mais cuidados", explica.