Exercício da moda

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Exercício da moda

Subir escadas ganha adeptos a cada dia. Prédios oferecem boas opções


Subir escadas tornou-se um exercício apreciado
Subir escadas tornou-se um exercício apreciado - Freepik/Banco de Imagens

Com a necessidade de distanciamento social e o fechamento temporário das academias, uma modalidade que já havia caído no gosto dos atletas tem despertado a atenção também daqueles que querem manter o corpo em movimento: subir e descer escadas. As do seu prédio podem ser boas opções. O exercício trabalha principalmente os músculos das pernas e glúteos. É uma atividade que exige grande esforço e 30 minutos de subida de escada equivalem a uma hora de musculação. Os treinos podem ser feitos em locais diferentes, garantindo variação de intensidade e extensão.

Os benefícios da prática regular de atividade física são muitos. "No curtíssimo prazo de 24 horas já são perceptíveis a melhora do humor, da criatividade e do sono; o controle do apetite e da pressão arterial e da glicose no sangue", explica a cardiologista Luciana Janot. Em médio e longo prazos, auxilia no controle do peso, na redução de dores articulares, no aumento da força e da capacidade cardiorrespiratória e tratamento da depressão.

Para quem deu aquela paradinha nos exercícios, a boa notícia é que o organismo mantém uma memória muscular que auxilia na retomada do treinamento e de resultados.

Mas o ortopedista Mauricio Marteleto lembra que os "atletas da escada" precisam tomar alguns cuidados. O esforço extra de subir degrau por degrau pode ter consequências e causar lesões musculares nas pernas, tendões e ossos. "O esportista amador ou aquele que está iniciando na modalidade devem buscar o acompanhamento de um preparador físico profissional, que dará a orientação adequada diminuir os riscos de lesão", explica o ortopedista.

A primeira preocupação na hora de se tornar um "atleta das escadas" deve ser com o calçado que precisa ter o solado adequado para absorver o impacto das pisadas e prevenir lesões. Os tênis apropriados para este tipo de exercício favorecem o amortecimento dos movimentos nos tornozelos e joelhos, diminuindo os riscos.

"Para os que treinam diariamente, o tênis deve ser trocado a cada dois a três meses, pois o calçado desgastado pelo uso perde a capacidade de absorver o impacto e pode causar lesões", afirma o ortopedista Marcelo Marteleto.

Se durante a prática do exercício você sentir algum desconforto nos membros inferiores, procure ajuda médica. Nos casos em que o paciente relata dor durante a atividade, o ortopedista, além de exames específicos de imagem para avaliar as causas do problema, leva em consideração também como é a marcha do paciente para acompanhar o movimento do pé no contato com o solo, e analisa até o desgaste na sola do calçado para identificar possíveis alterações no caminhar.

"A pisada correta gasta mais a porção lateral do calçado e se a gente observa desgastes na porção interna da sola, por exemplo, é um indicativo de pés planos (problema ortopédico que se caracteriza pela diminuição do arco e o toque da planta do pé por inteiro no chão).

Outras vezes, alterações na pisada podem sinalizar problemas no quadril e na coluna. Se não tratar a causa, a lesão pode se tornar mais séria", diz ainda.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 150 minutos de atividades moderadas por semana. "O ideal para esforços moderados como uma caminhada é dividir esses 150 minutos em cinco dias, o que daria 30 minutos por dia. Mas é importante incentivar rotinas mais ativas como subir escadas, caminhar ao ir almoçar, entre outras estratégias sugeridas", explica a cardiologista do esporte Luciana Janot. Para exercícios mais intensos, 75 minutos de atividade por semana são suficientes.

Para não perder o ritmo e garantir a manutenção da saúde, o educador físico Bruno Gion sugere manter horários de dormir e acordar, evitar alimentos mais pesados (que deixam o organismo mais prostrado) e abusar do poder de adaptação.