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ALHO

Cesar BelisarioPublicado em 14/06/2020 às 00:30Atualizado há 07/06/2021 às 01:46

O alho (Allium sativum) é o bulbo de uma planta, que tem sido utilizado na culinária e com fins medicinais desde as culturas antigas. Foi usado por todas as grandes civilizações, como os egípcios, os gregos, romanos e chineses. É rico em compostos sulfurados, cujo principal componente é a alicina, que proporciona o cheiro característico, além de minerais como o potássio, o cálcio e o magnésio. A absorção da alicina e seus derivados ocorre no intestino. A maioria dos benefícios do alho para a saúde deve-se a presença de enxofre que é liberado quando o alho é picado, esmagado ou mastigado cru.

O alho e seus derivados atuam nos hepatócitos e contribuem para a síntese do colesterol. O alho tem a capacidade de reduzir a agregação plaquetária, melhorar o perfil lipídico, ao reduzir as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e triglicérides, diminui a aterosclerose e previne as doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral.

Os compostos sulfurados do alho, apresentam ação anti-inflamatória e pode ser usado em algumas doenças inflamatórias com o intuito de diminuir a dor e regular a resposta do sistema imune. O alho tem propriedades expectorantes e antissépticas que facilitam a respiração e pode beneficiar pessoas com quadro de gripe, tosse, resfriados, ronco, asma e bronquite. A alicina apresenta ação antimicrobiana, capaz de inibir o crescimento e a proliferação de bactérias, vírus e fungos. A alicina pode ser utilizada para complementar o tratamento de infecções por vermes ao ajudar a eliminar as toxinas e bactérias patológicas que afetam a flora intestinal.

A alicina, a aliina e o alhoeno, são compostos sulfurados do alho que apresentam ação antioxidantes, capazes de prevenir a formação de radicais livres. Devido à ação antioxidante e anti-inflamatória e ao teor em flavonóides, selênio, fósforo, magnésio e colina, o alho contribui para proteger as células cerebrais dos radicais livres, responsáveis em grande parte pelo surgimento de doenças neurodegenerativas. O alho contribui para reparar o DNA em decorrência de disfunção ou lesão e induz a apoptose, e pode proteger contra câncer do trato gastrointestinal, útero, próstata e mama.

 
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