Competências espirituais

Espiritualidade

Competências espirituais

Conheça as características das pessoas que possuem este tipo de inteligência


A inteligência espiritual tem a ver com dar sentido e valor aos pensamentos e comportamentos
A inteligência espiritual tem a ver com dar sentido e valor aos pensamentos e comportamentos - Pixabay/Banco de Imagens

No dia a dia, certamente você encontra pessoas competentes, bonitas, com as finanças estabilizadas e com uma vida social invejada por muitos, mas que, no fundo, por trás de uma couraça de invulnerabilidade, não se sentem realizadas. Por que isto acontece? Para alguns estudiosos, a resposta talvez esteja na falta da chamada inteligência espiritual, o terceiro quociente descoberto depois do conhecido QI, da inteligência e do da inteligência emocional.

O neuropsicólogo Robert Emmon, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos lançou a hipótese de existir esse tipo de inteligência específico, a qual denominou inteligência espiritual. Ainda não é algo cientificamente comprovado, mas já aceito em diversas áreas de atuação, especialmente no meio espiritualista.

"A inteligência espiritual diz respeito à aptidão do ser humano em dar sentido e valor aos pensamentos e comportamentos, fazendo com que eles guiem ações e solucionem problemas", explica o coach José Roberto Marques. Portanto, a inteligência espiritual nada mais é do que a capacidade do ser humano em, de acordo com as crenças, valores e ações corretas, equilibrar sua razão e sua emoção com o mundo e encontrar o seu propósito de vida.

Ligado ao estado de espírito

O conceito não tem a ver com o tamanho da sua devoção e fé em Deus e sim com o seu estado de espírito, a forma de enxergar as coisas e a maneira de agir frente a elas. É claro que muitas pessoas com alto nível de inteligência espiritual são dotadas de maior religiosidade, mas aquelas que professam uma fé podem não a ter, como também alguém que se declara ateu é capaz de desenvolver uma respeitável inteligência espiritual.

Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, defendeu que a inteligência espiritual inclui a inteligência racional e emocional para transcendê-las, para melhorar nosso desenvolvimento e nossa conexão com nós mesmos e com os outros. Para a escritora anglo-americana Danah Zohar, uma das principais expoentes da teoria, autora do livro "Inteligência Espiritual" em parceria com Ian Marshal, é por meio dessa inteligência que aprendemos a ser flexíveis, a lidar com experiências negativas e a enfrentar o medo e a dor; que nos deixamos inspirar por ideias e valores, questionamos os objetivos a serem alcançados e nos tornamos relutantes em prejudicar o próximo. Essa inteligência está relacionada à necessidade humana de ter senso de finalidade e direção.

  • Amplie seu autoconhecimento;
  • Identifique suas crenças e valores;
  • Analise os contextos aos quais está inserido;
  • Saiba quais são suas limitações, medos e anseios;
  • Assuma a responsabilidade pelos seus atos;
  • Mude pensamentos e comportamentos;
  • Reaja frente às situações vividas;
  • Construa ações e atitudes condizentes com os seus valores éticos;
  • Ressignifique aquilo que não pode ser mudado;
  • Exercite a compaixão;
  • Realize conexões entre os contextos vividos;
  • Tome consciência daquilo que te motiva;
  • Enxergue as diferentes possibilidades que possui;
  • Compreenda o seu papel no mundo.

Fonte: Danah Zohar

Responsabilidade: São responsáveis e assumem o controle da própria vida. Sabem que a mudança começa por si mesmas, e não pelos outros ou pelas situações externas. Aprendem com os próprios erros, com as adversidades e procuram fazer diferente;

Autoconsciência: Praticam o autoconhecimento. Sabem quem realmente são, quais são as suas motivações e os seus projetos de vida. Têm propósitos claros e são guiados por eles. Vivem o presente e são gratas pela existência e por tudo na sua vida. Fazem a diferença, seja em coisas simples (como cuidar da sua própria vida e da sua família), ou em grandes movimentos que beneficiam comunidades, países e o planeta;

Humildade: São seguras e respeitam a individualidade das outras pessoas. Reconhecem as suas diferenças e as dos outros. Não se acham superiores ou inferiores a ninguém. Possuem a capacidade de ouvir os diferentes pontos de vista e aprendem com cada pessoa e cada situação;
Integridade: São guiadas por seus próprios valores internos e pensam no coletivo, mais do que na sua individualidade. São honestas e imparciais. Há uma coerência entre o que sentem, pensam, falam e fazem;

Positividade: Têm capacidade de encarar as situações e a vida de uma forma positiva, sempre pensando no que podem aprender e melhorar. Sabem que as coisas que acontecem, independentemente do que seja, são para o seu crescimento pessoal;

Compaixão: Têm a capacidade de se colocar no lugar dos outros e sentir a sua dor como se fosse a própria. Desenvolvem a empatia e desejam auxiliar quem precisa;

Mente aberta: São livres de preconceitos, e têm a capacidade de ouvir opiniões contrárias às suas e refletir sobre elas, aceitando-as como novas possibilidades;

Senso crítico: Desenvolvem a capacidade de questionar e refletir sobre os diferentes assuntos, com o objetivo de encontrar a verdade e um sentido maior para as coisas;

Visão integral: Tentam ao máximo compreender as coisas na sua totalidade. Entendem sua conexão com os outros, com a natureza, com o planeta, com o universo. Sabem ainda que elas são, a sua forma de pensar, sentir, falar e agir influencia positiva ou negativamente em tudo o que existe. Sabem que, se aprendem, evoluem, edificam e impactam positivamente os outros e o mundo. Deixam de lado o ponto de vista egocêntrico para pensar no coletivo;

Celebram a diversidade: Entendem que cada ser é único e, por isso, respeitam e valorizam a cada pessoa e cada ser vivo. Aprendem das diferenças e aproveitam cada instante como sendo único.

Fontes: Olga Lúcia, consultora de inteligência espiritual e Valentina Rico, psicóloga e consultora de vida e carreira