A primeira vez de tudo

A primeira vez de tudo


O paradoxo das férias ajuda a explicar, de maneira mais exata do que a matemática de Paul Janet, a razão de o tempo se tornar "mais curto" quando envelhecemos. Pela tese de Claudia Hammond, quando jovens, há sempre uma primeira vez para tudo: o primeiro dia de aula, a primeira vez que você dorme fora de casa, a primeira festa sem os pais, o primeiro beijo, o primeiro emprego ou o primeiro filho, por exemplo. Ao envelhecer, os acontecimentos se tornam repetitivos. Os pesquisadores estimam que a fase mais produtiva em termos de novidades ocorra entre os 18 e os 25 anos. Depois disso, o que antes era único e surpreendente se torna parte da rotina e produz memórias.

Viver o presente

A grande pergunta é: como nós podemos transformar este relacionamento com o tempo de forma que nós não o sintamos como um inimigo? Isso reforça a necessidade de colocar em prática um conselho dado por especialistas de todas as áreas: viva o presente. A monja francesa Kankyo Tannier sugere a forma: "Praticando o silêncio e a meditação nós também vamos encontrar algo precioso: o momento presente. Quando a percepção de estar presente se desenvolve, o tempo passa mais devagar e a ansiedade ou estresse da 'falta de tempo' diminuem drasticamente", explica.