Como é normal em todos os finais de ano, o Governo Federal permite a “saidinha” para os presos terem a oportunidade de aproveitas as festividades de Natal e do Ano Novo com os entes queridos. No entanto, na maioria dos casos, os reclusos extrapolam e abusam do benefício. Assim, estendem as diárias longe da prisão.
De acordo com informações da Secretaria do Estado da Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap), 259 detentos ainda não retornam às celas depois da “saidinha”. Os presos foram liberados até o dia 30 de dezembro, porém, alguns seguem nas ruas. Ainda de segundo o Seap, a Visita Periódica ao Lar (VPL) foi concedida a 1.868 pessoas.
Entre essa quantidade, cinco são considerados de alta periculosidade: Tiago Vinícius Vieira (Dourado, Terceiro Comando Puro); André Luiz de Almeida (Nestor do Tuiuti, Comando Vermelho), Márcio Aurélio Martinez Martelo (Bolado, Comando Vermelho), Sérgio Luiz Rodrigues Ferreira (Salgueiro ou Problema, Comando Vermelho), Fábio Lima (Gordo, Comando Vermelho).
Em relação às facções, 150 presos do Comando Vermelho; 46 não tiveram as parcerias conhecidas; 39 são ligados ao TCP; e 23 à facção Amigos dos Amigos. Ainda não há informações se as autoridades policiais irão tomar medidas mais agressivas para encontrar quem ainda não retornou da “saidinha”.
O benefício aos detentos passou por mudanças nos últimos anos e se tornou mais rígido. Agora, para ter acesso, é preciso que o preso esteja em regime aberto e matriculado em cursos educacionais, seja profissionalizante ou de nível superior, ou trabalhem com autorização judicial.
Mesmo assim, a “saidinha” é aprovada após análises individuais e fundamentadas pelo juiz da execução penal. Quem recebeu a condenação por crimes como estupro, roubo e tráfico de drogas não pode sair. Os requisitos para a liberação, então, ficam como boa conduta carcerária e avaliação criminológica





