Cinco metros de altura. 123 metros de comprimento. Oito metros de largura. 636 toneladas. Isso é o que está andando pelas rodovias do Brasil desde nove de outubro. A megacarreta transporta uma peça industrial produzida na China para Votorantim Cimentos em Edealina, Goiás, em ação da empresa Cruz de Malta.
O trajeto começou na Fernão Dias e estará pelo Brasil durante mais algumas semanas. A previsão é de um transporte que dure quatro meses com encerramento em janeiro. No momento, a megacarreta deixou o estado Minas Gerais e entrou em Goiás pela cidade de Itumbiara.
Todo o percurso tem o acompanhamento especial das concessionárias responsáveis pelos trechos ao longo do Brasil. Além disso, também estão junto da megacarreta, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para escolta e acompanhamento técnico. Ao todo, são seis motoristas que se alternam na direção do veículo de 296 pneus em 44 eixos.
A velocidade média da carreta é de 20 km/h e a circulação ocorre somente de segunda-feira à sexta, entre 8 horas e 16h30. Ou seja, aos finais de semanas e pela noite, não há megacarreta nas pistas do Brasil. Assim, quem está com viagem marcada, consegue se organizar melhor.
Por conta do tamanho, o transporte ocupa praticamente toda pista nos trechos por onde passa. Por isso, há paralisações diárias, de uma hora aproximadamente, para liberar o trânsito e permitir a passagem de outros veículos. Os órgãos oficiais reforçam para os motoristas terem muito cuidado e evitarem ultrapassagens.
Outras medidas de segurança envolvem a suspensão do trajeto em casos de condições climáticas adversas. Em Minas Gerais, por exemplo, a megacarreta ficou estacionada durante seis dias em meio à chuva. No entanto, não foi a primeira vez e nem será a última. O que atrasa a entrega em Edealina, Goiás. A previsão era de chegada antes do Natal.





