SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

Márcio Jacovani, o nosso 'homem do som'

Conheça um pouco da história do premiado sonoplasta rio-pretense

Bruno Ferro
Publicado em 04/07/2020 às 20:23Atualizado em 07/06/2021 às 00:04
Marcinho com Aluízo Raulino e Celso, no Pavilhão 6, no filme Carandiru; e com rPaulo Betti, no filme Ed Mort, em 1996

Marcinho com Aluízo Raulino e Celso, no Pavilhão 6, no filme Carandiru; e com rPaulo Betti, no filme Ed Mort, em 1996

Nossa coluna já falou da história cinematográfica da cidade, desde os pioneiros Irmãos Demonte, em 1920. Também do primeiro filme produzido na cidade: o curta "A Trama de Sangue", em 1968, um filme do advogado Vicente Amêndola Neto. Mas ainda não falamos sobre os homens por de trás das câmeras, principalmente na parte sonora. Os filmes, até o final da década de 1980, eram gravados em película, e o som era gravado separadamente. É o chamado "som direto". Em 1982, foram iniciadas as gravações do primeiro filme longa metragem da cidade: "Abrasasas", de Reinaldo e Rita Volpato.

O premiadíssimo diretor e sonoplasta Walter Rogério assinou a produção do som, mas teve como assistente o rio-pretense Márcio Jacovani. "Em 1981, Marcinho trabalhava como técnico de som na Secretaria de Cultura no governo Adail Vetorasso. Conheci-o lá, quando apresentei o projeto Abrasasas ao Secretário de Cultura. Ele se aproximou dizendo que gostaria de participar da equipe de som do filme. Convenci o Walter Rogério de que ele deveria ser seu assistente de som. Feito: ganharam dois prêmios de melhor som, um no Rio Cine Festival e outro Governador do Estado de São Paulo", diz o cineasta Reinaldo Volpato.

Márcio, desde a década de 1970, sonorizou muitos grupos musicais e festivais de teatro na cidade. Posteriormente, em São Paulo, estagiou com o professor Conrado Silva e teve ligação direta com movimentos teatrais da periferia, junto com a Pastoral da Terra, como descreve o livro "Quem Faz História", de Lelé Arantes.

Participou do movimento do novo cinema paulista no início dos anos de 1980, trabalhando com os diretores: Ruy Guerra, no filme "Erendira", de 1983, com Claudia Ohana e Irene Papas e Hector Babenco, em "O Beijo da Mulher-Aranha", 1985, estrelado por Sônia Braga e Willian Hurt, entre outros. Ainda em "Karai - O Dono das Chamas", 1985, de Inês Ladeira e Tião Maria, "Ed Mort", de 1996, de Alain Fresnot e Jr. Carone, com Paulo Betti, Cláudia Abreu e Otávio Augusto, entre outros. Ainda trabalhou nos filmes "Profeta das Cores", 1995, de Leopoldo Nunes, "Olhos de Vampa", 1996, de Walter Rogério, com Marco Ricca, Antônio Abujanra e Rosi Campos, em "O Prisioneiro da Grade de Ferro", 2004, de Paulo Sacramento, e "O Profetas das Águas", 2005, de Leopoldo Nunes, entre outros.

Foi convidado a formar técnicos na República de Moçambique e em mais oito países da África. Ainda foi responsável pelo processo que culminou na implantação da TV Câmara em Rio Preto, além de ser um dos fundadores e diretores, até 2006, do teatro amador da cidade. Márcio Jacovani é, de fato, um Senhor Rio Preto em Foco de respeito.

Equipe do Filme O Beijo da Mulher Aranha

Festival de Música de Rio Preto, na década de 1980

Musical O Visitante de Cabíria, de Miguel Jorge, direção de Romildo Sant'Anna, em 1981

Márcio Jacovani

Com Paulo Betti no filme Ed Mort-1996

Cartaz do Filme Abrasasas (Fotos: Márcio Jacovani)

O sonoplasta com a atriz Rosi Campos, de Olhos de Vampa (Fotos: Márcio Jacovani)

Em Maputo, Moçambique, onde formou técnicos de som

Marcinho com o ator Otávio Augusto e o elenco de Ed Mort

 
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