SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

O baú da Foto Galeria

Relíquias do trabalho de 45 anos dos irmãos Osmar e Miro Manhani foram recuperadas de negativos há 20 anos

Adib Muanis Júnior
Publicado em 30/05/2020 às 21:15Atualizado em 07/06/2021 às 01:37
Vista mostra prédio do Fórum e ao fundo a construção do Banespa, atual Santander, na rua Delegado Pinto de Toledo (Fotos: Irmãos Manhani)

Vista mostra prédio do Fórum e ao fundo a construção do Banespa, atual Santander, na rua Delegado Pinto de Toledo (Fotos: Irmãos Manhani)

A cidade teve grandes fotógrafos e estúdios desde o início do século 20. Entre tantos, o "Atelier Photographico", de Luiz de Góes Pietschi, por volta de 1906; o "Photo Demonte", dos Irmãos Demonte, que tinha sua sede na rua Siqueira Campos, quase esquina do córrego Borá (avenida Bady Bassitt), a partir da década de 1920; o "Foto Alemã" (que depois da guerra precisou mudar para Foto Brasil), de Otto Wierman, da década de 1930; o "Foto Faria", na rua Bernardino ao lado do Edifício Curti; o "Foto Cortezzi", na rua Siqueira Campos, entre as décadas de 1940 e 50. E o mais famoso foi Jaime Colagiovanni, a partir dos anos de 1950, que com seu "Foto Arte", em frente ao Clube Monte Líbano - na rua Siqueira Campos entre as ruas Bernardino de Campos e General Glicério -, que abrigou dezenas de fotógrafos que foram seus seguidores.

Muitos abriram seus próprios estúdios e era comum ter uma vitrine de vidro com fotos expostas. A partir do final da década de 1960, surge um dos maiores de toda nossa história: o "Foto Galeria", na histórica Galeria Bassitt (Edifício João Bassitt), na esquina da rua Bernardino de Campos com a rua Marechal Deodoro. O estúdio começou como "Foto Kharfan", do fotógrafo Mohamad Kharfan. Em 1969, Osmar Manhani, Miguel Cortez e Nestor Brandão compraram o estúdio e mudaram o nome para "Foto Galeria". Tempos depois, Miro Manhani tornou-se sócio e os dois irmãos ficaram sozinhos na sociedade. No total foram 45 anos interruptos, tornando-se especialistas em slides, filmagem em Super 8 e todo tipo de fotografia.

Em 2000, Osmar (já sem o irmão que tinha falecido) resolveu fechar as portas. Osmar me ligou dias antes de fechar e me deu um pacote com muitos negativos. Procurei o também fotógrafo Zé Nogueira, que tinha acabado de comprar um baita scanner e entreguei os negativos a ele. Infelizmente, metade do lote se estragou por estarem molhados. Osmar disse que houve uma inundação lá e muita coisa se estragou por isso.

Mas muitos também se salvaram e vamos mostrar na nossa edição de hoje. Tem uma foto do GTR (Grupo Teatral Rio-pretense) encenando; da construção do prédio do Bradesco e também da filial, ao lado da Galeria Bassitt; da Panificadora Santa Helena, todas na rua Bernardino de Campos. Da construção do prédio do Banespa (hoje Santander), na rua Delegado Pinto de Toledo, do Objetivo na rua General Glicério, entre as ruas Delegado e Rubião. Tem também uma imagem da rua General Glicério, entre as ruas Silva Jardim e Marechal Deodoro, e a casa da família Maia, na esquina da Antônio de Godoy com a Rubião.

Um comício de Lotf Bassitt e Dr. Paulo Nimer, na Vila Toninho está nos registros, assim como a fachada da Loja Ideal - na rua General Glicério - e uma que quase se perdeu: o show de Toquinho, Vinícius e Maria Creuza em Rio Preto. Todas nas décadas de 1970 e 80. Uma relíquia só.

Comício de Lotf Bassitt e Paulo Nimer em cima de caminhão

Em 1976, esta era a frente do banco Bradesco da rua Bernardino de Campos, ao lado da Galeria Bassitt

Registro mostra jantar reunindo jornalistas da cidade

Fachada da Loja Ideal em imagem do ano de 1975

Objetivo da rua General Glicério também nos anos 1970

Sindicato dos Bancários recebendo a visita do governador Laudo Natel e Eribelto Manoel Reino

Registro da Ótica Santa Luzia, no centro da cidade

(Irmãos Manhani)

 
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