SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

A instalação do Corpo de Bombeiros em Rio Preto

Coluna resgata a história da chegada da corporação em Rio Preto

Fernando Marques
Publicado em 23/05/2020 às 20:39Atualizado em 10/05/2022 às 15:52
Bombeiros em viatura Magirus

Bombeiros em viatura Magirus

A história do Corpo de Bombeiros na cidade começa em 1936, quando o jornal "A Folha" fez uma campanha pública em favor da instalação dos bombeiros em Rio Preto. Ainda demoraria um pouco mais, no entanto. Em 1941, após uma série de incêndios na cidade, sem assistência da polícia, foi entregue ao prefeito Ernani Pires Domingues um ofício de comerciantes solicitando intervenção junto ao governo estadual para a instalação de uma corporação na cidade, que veio a ocorrer somente em 1948, porém sem equipamentos adequados e viatura.

Em novembro de 1953, na primeira gestão do prefeito Philadelpho Gouveia Neto, ocorreu um incêndio de grandes proporções, o que fez o prefeito reunir as entidades de classe para debater a questão dos bombeiros no município. Chegou-se até a lançar uma campanha para arrecadar fundos para a compra de um carro bomba, mas a ideia não prosperou.

Finalmente, em 27 de fevereiro de 1956, a primeira guarnição do Corpo de Bombeiros foi oficialmente instalada, sob o comando do terceiro-sargento José Lopes de Carvalho, que tinha na sua equipe os cabos Severino Marinho e Pedro Gagine e os soldados Gentil Barbosa, Vicente de Paula Garcia, Rubens de Paula, José dos Santos, José Francisco Melo, Jair Silvério e Elizeu Manoel da Silva.

"Os soldados vieram de trem, o meio de locomoção mais usado na época, pois o transporte ferroviário estava no seu apogeu", descreve o então tenente José Ribeiro de Godoy, em reportagem para o Diário da Região, em 2006. E foi ele que veio dirigindo a viatura Auto Bomba EEUU, por autorização do tenente-coronel Armínio de Melo Gaia Filho que, anos antes, em 1950, havia comandado a 2ª Companhia de Rio Preto.

Alberto Andaló, prefeito à época, levou um cheque da Prefeitura para cobrir metade do valor. A viatura chegou numa manhã de domingo e provocou um alvoroço na cidade, com direito a desfile pelas ruas principais e comício no palanque montado em frente ao Colégio Cardeal Leme, onde hoje é o Fórum, na praça Rio Branco. "Quando estávamos chegando à cidade, o chefe de gabinete Vicente Filizola veio nos encontrar e pediu para esperar, pois Andaló ia receber a comitiva com pompas. Ao sinal dado, fomos até a praça, com a sirene ligada, enquanto o prefeito nos esperava no palanque", afirma Godoy na entrevista.

Aliás, é bom lembrar que foi o próprio Godoy que escolheu, juntamente com o deputado Coutinho Cavalcanti, a área na avenida dos Estudantes onde hoje estão localizados o quartel dos Bombeiros e o Comando da Polícia Militar. A história real é esta, mas por muitas décadas figurou no imaginário do rio-pretense que foi o inesquecível repórter policial J. Ravache que veio dirigindo e que, chegando em Engenheiro Schmitt, Andaló tomou o volante. De onde tiram isto? Eu mesmo cresci acreditando nesta história. E quem quiser que conte outra...

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Membros do Corpo de Bombeiros em apresentação em 1961 ( Fotos: Acervo: Corpo de Bombeiros)

A primeira viatura dos bombeiros de Rio Preto

Tenente José Ribeiro de Godoy

Bombeiros de Rio Preto e, à direita, o então tenente José Ribeiro de Godoy (Reprodução)

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Capitão Sendin, Major Cruz e doutor Nelson Barbosa

Treinamento do Corpo de Bombeiros em 1976

 
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