Bom senso

Editorial

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Editorial - Reprodução

O feriado prolongado começou com a nova configuração do Plano SP de enfrentamento ao coronavírus, criado pelo governo do Estado para avaliar a evolução ou redução de casos de Covid-19 nos municípios. No anúncio feito pelo governador João Doria, Rio Preto permaneceu na fase amarela, mas com o horário de funcionamento do comércio ampliado de oito para dez horas diárias, o que representa mais uma oportunidade para que os empresários tentem recuperar os prejuízos acumulados durante meses de interrupção do trabalho. Podem abrir shoppings e comércio de rua, bares, restaurantes, salões de beleza, academias e barbearias, desde que com medidas de higiene e distanciamento, capacidade máxima de 40% e horário ampliado. Na classificação anunciada na sexta-feira, o governador afirmou que, hoje, 76% da população paulista estão na fase verde, a penúltima na escala de flexibilização (a de cor azul é a última). Não há nenhuma região na fase vermelha. Uma das exceções foi a região de Barretos, à qual pertence Olímpia, um dos principais polos turísticos do país, que regrediu para a fase laranja, o que motivou uma reação do prefeito Fernando Cunha que, por decreto, manteve a cidade na etapa amarela, permitiu o funcionamento dos parques aquáticos durante o feriado prolongado e pediu uma nova análise do quadro da Covid na cidade ao governo estadual.

Nunca é demais repetir que quanto mais flexível for a fase, maior a responsabilidade de todos para que não haja um aumento no número de casos e de mortes.

A cada novo avanço de fase, acendem-se, ao mesmo tempo, a luz no fim do túnel e um sinal de alerta. A luz, porque sinaliza redução de casos e de óbitos. O alerta é para que cada um assuma sua responsabilidade perante a comunidade e siga estritamente as recomendações das autoridades sanitárias. Destaque-se o trabalho que vem sendo feito pelos agentes da Vigilância Sanitária de Rio Preto, ao lado da GCM e da Polícia Militar, coibindo aglomerações em bares e autuando os infratores.

Em todas as cidades e em todos os casos, o bom senso deve ser o guia das decisões e dos comportamentos. É possível superar, desde que haja comprometimento de todos com a saúde pública, a grande prioridade.