Hora das propostas

Editorial

Hora das propostas

Todas as áreas da administração pública, em todos as esferas de poder, sofreram e continuarão sofrendo as consequências da pandemia


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Editorial - Reprodução

As convenções partidárias chegam ao fim nesta quarta-feira, último dia do prazo estipulado pelo calendário eleitoral para a definição das candidaturas ao Executivo e ao Legislativo. As próximas horas serão cruciais para as conversas em torno de apoios e alianças, o que faz parte do processo de escolha e formação das chapas. A partir de quinta-feira, candidatos e partidos começam a se mobilizar para o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, a partir de 9 de outubro e até o dia 13 de novembro, antevéspera da votação. Esta é uma fase absolutamente fundamental para a escolha do eleitor, especialmente em uma eleição totalmente atípica como a de 2020.

A escolha de prefeitos e vereadores se dará sob o impacto da pandemia de Covid-19, que representou uma inquestionável quebra de paradigma no processo eleitoral brasileiro. O eleitor deverá escolher seus representantes dentro de novos parâmetros impostos pelo coronavírus.

Eis um aspecto no qual candidatos e legendas devem se ater e elaborar seus programas de governo. Todas as áreas da administração pública, em todos as esferas de poder, sofreram e continuarão sofrendo as consequências da pandemia. A começar pela queda na atividade econômica, que provocou um efeito cascata de desemprego, redução extrema da produção e retração da arrecadação de impostos.

Na verdade, esta campanha propõe aos candidatos uma postura diferente daquela adotada em campanhas eleitorais anteriores ao surgimento da Covid, a começar pelo fato de que haverá mais perguntas a responder do que as velhas certezas divulgadas a granel e sem sustentação na realidade.

Quais as propostas concretas para a retomada da atividade econômica em padrões anteriores à pandemia? Como recuperar as vagas perdidas no mercado de trabalho? Como restaurar a arrecadação de impostos e tributos que são fundamentais para a manutenção das contas públicas? Como será feito o combate à Covid e o atendimento aos pacientes? Os desafios permanecerão durante muito tempo diante dos gestores municipais? Qual o plano, factível e transparente, para as cidades no pós-pandemia? Eis algumas das questões colocadas diante dos candidatos à Prefeitura e à Câmara.

Que o debate político tenha consistência, seriedade, conteúdo, e fique longe de invencionices, improvisos, acusações infundadas, notícias falsas. O eleitor e as cidades merecem.