Fase amarela

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Fase amarela

Agora, mais do que nunca, é o momento de o setor produtivo adotar medidas para impedir a disseminação da doença


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Editorial - Reprodução

A região de Rio Preto, enfim, avançou para a fase amarela na décima segunda atualização do Plano São Paulo, divulgada ontem pelo governo do Estado. Foi a única região que, em onze atualizações anteriores, permaneceu na mesma fase, a laranja, que mantém fechados salões de beleza, barbearias, academias, bares e restaurantes. Com o avanço, Rio Preto poderá reabrir gradualmente esses setores, tão penalizados pela pandemia.

A abertura de 24 novos leitos de UTI, distribuídos em três hospitais da cidade, nesta semana, foi determinante para a tão aguardada mudança de fase, já que, para ficar na amarela, a região precisa manter a taxa de ocupação abaixo de 75%. Necessária no contexto da pandemia, a criação desses leitos tem sido uma das principais estratégias para garantir o atendimento à população. Só o município de Rio Preto tinha, em março, 291 vagas em Unidades de Terapia Intensiva, somando os sistemas público e particular. Hoje são 323 leitos de UTI destinados apenas ao atendimento de pacientes com Covid. Mas Rio Preto não pode criar leitos indefinidamente. O próprio Hospital de Base, referência na região, já não tem mais capacidade, nem local, nem recursos humanos para "nenhum leito a mais", nas palavras da diretora administrativa Amália Tieco.

É por isso que a fase amarela, embora simbolize avanço e fôlego para a economia, não deve ser recebida como se a pandemia tivesse chegado ao fim. Agora, mais do que nunca, é o momento de o setor produtivo adotar medidas para impedir a disseminação da doença. Cada empresário, em seu estabelecimento, deve se comprometer em garantir o devido distanciamento entre os clientes, além de disponibilizar álcool em gel e só permitir a entrada de pessoas com máscaras. Não há espaço para descumprimento de regras. Afinal, o Plano São Paulo continua em vigor e a regressão de fase é possível se o número de casos e a consequente ocupação de leitos voltarem a subir, a exemplo da região de Ribeirão Preto, que acaba de regredir para a etapa laranja.

A flexibilização, necessária para que as engrenagens da economia voltem a rodar e gerar empregos, depende da cooperação de cada pessoa. Nesse ponto, a sociedade como um todo deve fazer a sua parte, evitando aglomerações, usando máscara e higienizando as mãos sempre que possível. Aqueles que tiverem sintomas gripais devem ficar em casa, sair só se for para procurar um médico. O momento exige responsabilidade.