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Rio Preto conseguiu ficar na fase laranja do Plano SP de enfrentamento ao coronavírus no limite


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Editorial - Reprodução

Diante da permanência de números altos de doentes e de mortos por Covid-19 não só em Rio Preto como no País todo e do fato de que ainda não há vacina contra esta doença, faz-se evidente a necessidade de prevenção utilizando-se todos os meios possíveis.

Embora estimativas do governo do Estado indiquem uma queda de 17% no número de infectados em 102 municípios da região e uma redução de 2% na taxa de ocupação hospitalar e de mortes, a Covid, implacável, segue fazendo vítimas. Importante ressaltar que Rio Preto conseguiu ficar na fase laranja do Plano SP de enfrentamento ao coronavírus no limite, como autoridades municipais e estaduais fizeram questão de frisar. Já faz algum tempo que a cidade corre o sério risco de regredir para a fase mais limitante do Plano, a despeito das medidas adotadas pela Secretaria da Saúde, do esforço de médicos, enfermeiros e da contribuição decisiva da maioria da população. Mesmo assim, os números não caem de maneira consistente.

Eis aí o ponto que merece uma reflexão profunda. A Covid é uma doença infecciosa que precisa ser combatida a todo instante, incansavelmente e de forma uniforme por governos e toda a população. Sempre é importante citar o caso emblemático da Nova Zelândia, onde as ações do governo foram desenvolvidas na hora certa e contaram com a adesão maciça dos neo-zelandeses. O resultado é que aquele país teve poucos casos e interrompeu a transmissão comunitária do vírus. Hoje, o País está praticamente livre das restrições sociais impostas por governantes de todo o mundo. O Brasil tem um presidente que, infectado pela Covid, insiste em propagandear um remédio sem a mínima confirmação científica de sua eficácia para a doença e que resolve sair do isolamento obrigatório para andar de moto e conversar, sem máscara de proteção, com garis no Palácio do Planalto.

As pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus estão avançadas e são promissoras, o que é um alento e traz esperança para a humanidade. Por enquanto, contudo, a maneira mais eficiente é cada um se proteger com as maneiras recomendadas pelos médicos e insistentemente repetidas pelos veículos de comunicação.

Enquanto cientistas do mundo todo se esforçam para encontrar uma cura para a Covid-19, o essencial é que cada um faça sua parte para o bem comum. Não adianta uma parte da população seguir todas as orientações, enquanto a outra, mesmo que em menor número, faz exatamente o contrário deixando a prevenção de lado e levando a vida como se tudo estivesse na mais absoluta normalidade. Não está. E os números, frios e espantosos, seguem nos mostrando isso.