O retorno

Editorial

O retorno

Percebe-se uma movimentação mais consistente neste momento objetivando o retorno de várias atividades. É hora de decisão


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Editorial - Reprodução

A quarta-feira, 24, foi marcada por dois anúncios do governo do Estado que terão influência direta na rotina dos paulistas e, particularmente, dos rio-pretenses. O primeiro foi a volta às aulas, prevista para 8 de setembro, com uma série de protocolos a serem seguidos por escolas e municípios, como distanciamento de 1,5 metro entre os alunos e a ocupação máxima de 35% nas salas de aula. O retorno às atividades escolares só vai ocorrer, porém, se todo o Estado estiver na fase amarela do Plano SP, que prevê uma abertura mais ampla do comércio e ocupação de leitos hospitalares sob controle. Um desafio e tanto visto que, hoje, há regiões nas fases vermelha, a mais restritiva, e laranja, caso de Rio Preto. Enquadrar-se na fase amarela exigirá um esforço coletivo imenso, uniforme e simultâneo. Professores da rede estadual, que precisam ser consultados nesta etapa do planejamento escolar, criticaram a retomada, classificada como precipitada por seus representantes.

O outro anúncio feito pelo governador João Doria é específico para Rio Preto. Foi a contraproposta ao plano apresentado pelo prefeito Edinho Araújo, que previa o fechamento do comércio aos domingos e segundas-feiras, com a abertura de terça a sábado por um período de cinco horas diárias.

Doria propôs que as lojas fechem de domingo a terça e funcionem seis horas por dia.

A ideia, como era esperado, provocou reações nas entidades representativas, como Acirp e Sincomércio. Evidente que a abertura geral, ampla e irrestrita, como antes da pandemia, é o que todos desejam. A realidade, porém, não permite tal avanço.

Rio Preto tem registrado, todos os dias, aumento no número de confirmações de casos de Covid, também porque tem testado mais, e enfrenta problemas como a falta de medicamentos usados no processo de intubação dos pacientes. O secretário de Saúde, Aldenis Borim, afirmou na Câmara que a cidade está atingindo o pico da pandemia.

Mas, de qualquer foram, é muito mais produtivo que o debate seja feito abertamente entre o poder público e representantes de empresários e trabalhadores, sem que haja um excesso de ações, individuais ou coletivas, na Justiça, o que pode gerar decisões diferentes para demandas semelhantes.

Percebe-se uma movimentação mais consistente neste momento objetivando o retorno de várias atividades. É hora de decisão. O esforço que será feito a partir de agora influenciará todas as decisões que serão adotadas até setembro. Tudo está intimamente ligado. Se quisermos sair dessa situação o mais rápido possível, todos devemos andar juntos, alinhados, em sintonia. Não é hora de radicalizar. É hora de dialogar.