Editorial

O plano

O plano regional foi pensado e elaborado levando em conta a realidade de cada município


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Editorial - Reprodução

Na linha de frente do extenuante trabalho de combate à disseminação da Covid-19, prefeitos da região administrativa de Rio Preto ligados à Associação dos Municípios da Araraquarense (AMA), que abrange 102 cidades, têm a missão adicional de liderar o processo de flexibilização das atividades econômicas, inicialmente previsto para 1º de junho.

É sabido que a crise econômica já vinha sufocando os empresários antes mesmo da pandemia, mas foi fortemente agravada com o fechamento do comércio como parte da estratégia - necessária, sempre é bom ressaltar - de isolamento social para evitar a disseminação ainda mais rápida do vírus e o esgotamento da rede hospitalar, como ocorre em outras regiões do país.

Os efeitos da paralisação da economia já são sentidos pelos prefeitos, em forma de redução drástica de repasses de recursos financeiros oriundos da arrecadação de ICMS e ISS e do Fundo de Participação dos Municípios. Além disso, muitas pequenas empresas fecharam as portas, agravando o desemprego.

Os prefeitos da região têm mantido constantes reuniões online para avaliar o quadro em suas respectivas cidades e elaborarem um plano regional para, ao mesmo tempo em que combatem a Covid, permitirem a abertura gradual da economia. Todos querem reabrir, mas temem a disparada no número de casos da doença. Muitos já se escoram no decreto assinado pelo presidente Bolsonaro para autorizar a abertura de salões de beleza, barbearias e academias de ginástica, mas não há uniformidade nas ações, pois a maioria dos gestores segue o decreto estadual que prevê a quarentena até o dia 31 de maio.

O plano regional de flexibilização foi pensado e elaborado a muitas mãos, levando em conta a realidade de cada município. Um ponto fica claro: a exigência de um índice de isolamento social de 55% estabelecido pelo governo do Estado dificilmente será atingido, conforme vários prefeitos disseram na última reunião do grupo, quinta-feira. No máximo, dizem, alcançam 50%.

Os prefeitos querem a flexibilização a partir do dia 1º de junho, com critérios bem definidos, como a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção, álcool em gel e distanciamento.

É uma proposta fundamentada. Os prefeitos, que estão na linha de frente, sabem que é preciso retomar a economia sem jamais perder de vista que o grande objetivo, sempre, é preservar a vida.

Neste momento, união e diálogo são imprescindíveis.