Vacinação rápida, um desafio

ARTIGO

Vacinação rápida, um desafio

Vacinação sempre será a maior arma desta guerra contra a pandemia e um desafio para a ciência


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Em março deste ano quando a pandemia do coronavírus, ao chegar neste planeta, foi rotulada que seria necessário aguardar uma quarentena para terminar o seu ciclo, o que toda a humanidade esperava. Entretanto, ledo engano, e já se está chegando ao prazo de um ano, podendo chamá-la de "anuena", diante de tantas dúvidas e incertezas no tratamento emitidas pelas maiores autoridades sanitárias mundiais, como a OMS, instalada na Organização das Nações Unidas (ONU), nos EUA. A conclusão é uma só, sem qualquer análise pessimista, pode-se dizer que o fim desta terrível pandemia só será conquistado com a efetivação segura da vacina especifica, ora projetada para o primeiro semestre de 2021, seja ela chinesa ou britânica. Mas a verdade persiste, a pandemia continua vencendo a Ciência.

Aqui no Brasil, o governo de São Paulo já entrou em contato com a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e também com o Instituto Butantan sobre a referida vacina chinesa (Sinovac) ultimando esforços para testes em humanos. Ao mesmo tempo, outros grupos laboratoriais e farmacêuticos estão envolvidos como o mesmo propósito, segundo Melania Saville, diretora conceituada de Vacinação na Coalizão para Inovação na Preparação para Epidemias (SEPI), abrangendo laboratórios do Canadá, EUA, Itália, Holanda e Índia, que centralizarão a última análise das diferentes amostras.

Em suma, como a confecção da vacina é complexa bem como a sua fabricação é oportuno aprimorá-la com mais profundidade e mais detalhes. Repetir o que já aconteceu e vem acontecendo seria redundância, todos estão se prejudicando e a tolerância está paulatinamente se esgotando. Agora surge a seguinte indagação: qual a razão de haver tanto tempo para a efetivação da vacina contra esta terrível virose? Será que a febre espanhola, há um século atrás, não foi o tempo suficiente de aprimorar a técnica desta vacina?

Parece que nada está acontecendo diante do aumento continuo de contaminados e óbitos, os quais poderiam serem diminuídos ou até evitados. Esse é o grande desafio que o coronavírus pegou a humanidade na contramão despreparada e desprotegida, e ainda com poucos estudos sobre a fisiopatologia da virulência monomolecular. Outras situações similares, que fatalmente poderão aparecer neste planeta, com novos vírus e de patologia também grave, servirão de alerta para enfrentarmos as crises com mais segurança. Esse é o grande desafio do futuro que serão respondidos pelos melhores e mais qualificados cientistas e epidemiologistas nacionais e internacionais, onde a humanidade poderá ficar mais protegida.

Daí a razão de se afirmar que a vacinação sempre será a maior arma desta guerra contra a pandemia, e será com certeza, o desafio da ciência para estar mais preparada, e assim evitando a perda de milhares de seres humanos, particularmente os brasileiros e rio-pretenses. Doravante a vitória será sempre bem vida com o aprimoramento da Ciência nos processos de vacinação mais rápidos. Quem viver, verá!

Nelson Nagib Gabriel, Médico do corpo clínico da Santa Casa de Rio Preto