Castanha do Brasil

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Castanha do Brasil


O neurocirurgião Eduardo Silva
O neurocirurgião Eduardo Silva - Johnny Torres/Arquivo

A castanha do Brasil (Bertholletia excelsa), é conhecida como castanha do pará, noz amazônica, noz boliviana, tocari ou tururi. Ela é uma árvore de grande porte, com altura entre 30 e 50 metros e diâmetro de 1 a 2 metros (até 5m); cujo fruto é do tamanho do coco, pesa em torno de 2 kg e contém de 8 a 24 castanhas, que na verdade são sementes. A castanha possui alto teor calórico e nutritivo, e é composta de 18% de proteínas, 13% de carboidratos e 69% de gorduras ( 25% saturadas, 41% monoinsaturadas e 34% polinsaturadas). Elas são ricas em fibras, migerais (selênio, magnésio, fósforo, potássio, zinco, ferro) e vitaminas B1- tiamina, C e E.

A castanha do Brasil é considerada uma das fontes mais abundantes em selênio, um mineral com propriedades antioxidantes e com papel importante no combate aos radicais livres, reprodução, metabolismo e imunidade.

O óleo de castanha é muito nutritivo, contém 75% de ácidos graxos instaurados (ácido palmítico, esteárico, oleico e linolêico, fitoesteróides sistosterol e vitamina E. A primeira prensagem produz azeite extra-virgem que podesubstituir o azeite de oliva. Duas castanhas podem ter o mesmo valor nutritivo de um ovo.

Os antioxidantes das castanhas, neutralizam os radicais livres, reduzem o envelhecimento, estimulam a produção de colágeno e permite o rejuvenescimento da pele (melhora a firmeza e elasticidade). Os antioxidantes e os ômegas 3, 6 e 9 presentes na castanha melhoram as funções cerebrais como a cognição e a proteção das doenças neurodegenerativas (Parkinson e Alzheimer). As fibras e as gorduras contidas na castanha também contribuem para regular os níveis de colesterol e controlar as doenças cardiovasculares, diabetes e obesidade.

O selênio colabora para a redução do nível de insulina, melhora a sensibilidade a insulina e ajuda reduzir a glicemia. O polifenol ácido elágico, o zinco e o selênio da castanha são anti inflamatórios e antioxidantes e agem como neuroprotetores e antidepressivos. O selênio contribui para a proteção dos efeitos tóxicos dos metais pesados e aumenta a imunidade para combater gripes, resfriados e infecções.

A ingestão de castanha aumenta a síntese da serotonina, Gaba, dopamina e hormônios tireoidianos, responsáveis por melhorar o humor, a concentração, a ansiedade, o cansaço, o estresse, a depressão, o apetite e o sono.

Cada castanha contém em média de 68 a 91 mcg de selênio (a ingestão recomendada diariamente varia de 60-75 mcg).