Linhaça

ARTIGO

Linhaça


O neurocirurgião Eduardo Silva
O neurocirurgião Eduardo Silva - Johnny Torres/Arquivo

A linhaça é a semente do linho (Linum usitatissimum); planta conhecida há 5 mil a.C. na Mesopotâmia, Grécia e Egito. Ela é um cereal sem glúten, classificada como alimento funcional; que além de satisfazer as necessidades nutricionais, oferece benefícios à saúde do coração, cérebro e intestino, reduz o colesterol, promove o emagrecimento (suas fibras retardam a liberação de glicose no sangue e diminui o acúmulo de gordura no corpo) e previne alguns tipos de câncer (mama, ovários, cólon, pulmão e prostáta). Os principais nutrientes contidos na linhaça são: carboidratos; proteínas; ácidos graxos (Ômegas 3, 6 e 9); fibras e fitoquímicos (lignana, fitoesteroides e flavonoides); minerais (sódio, cálcio, magnésio, manganês, fósforo, ferro, potássio, cobre, selênio, zinco); vitaminas A, C, D, E, B1 e B6. Há dois tipos de linhaça, a marrom cultivada em clima quente e úmido e a dourada em clima frio.

A linhaça é abundante em lignana, substância similar ao estrógeno, denominada de fitoestrógenos (bloqueia os receptores de estrogênio), suaviza os sintomas indesejados da menopausa e está associada a proteção contra câncer, hormônio dependente e à saúde dos ossos das mulheres. Como a linhaça é rica em fibras, o seu consumo com outros alimentos lentifica a liberação de glicose na corrente sanguínea, diminui a glicemia e a produção de insulina e com isto controla a saciedade e reduz o depósito de gordura no corpo. A linhaça é a mais rica fonte vegetal de ômega 3 na natureza, o ácido alfalinoleíco que contribui para melhorar a concentração, aprendizado e memória; aumentar o nível de HDL e reduzir o de LDL e inibir a formação de placas de ateromas; elevar o fluxo sanguíneo; controlar a pressão arterial e diminuir a ocorrência de infarto e de acidente vascular cerebral.

O poder antioxidante e anti-inflamatório do ácido alfalinoleico contribuem para combater as inflamações relacionadas a obesidade, dislipidemia, hiperglicemia, sedentarismo, aliviar sintomas de doenças autoimunes, como o lúpus e a psoríase. As fibras consumidas com líquido melhoram o trânsito intestinal e a constipação. A digestão das fibras produz ácidos graxos de cadeia curta, e melhora a microbiota intestinal, a produção de anticorpos e ativação da imunidade.

A linhaça pode ser consumida em forma natural, de farinha, em cápsulas e de óleo.