Dia nacional do escritor

ARTIGO

Dia nacional do escritor

Inclinamo-nos sobre a importância dessa data, congratulando-nos com todos os escritores desta cidade


"Sou um aprendiz de poeta, o plantador de sonhos.

E para colhê-los, nos versos, abro as cortinas de seus sentimentos, a suspirar de alma inquieta.

São tantos sentimentos diversos, dispersos...

Ora da terra, ora do céu, transcritos num mesmo verso".

(Livro "Amor e Sonhos", de Loreni F. Gutierrez).

Alguém já parou para pensar o que seria de nós e do mundo sem a escrita, um ato que a todo instante praticamos naturalmente, com desenvoltura para alguns e dificuldade para outros? Pois bem, a escrita - representação de uma linguagem falada através de sinais que colocamos no papel - onde também transcrevemos os nossos sonhos e sentimentos - foi criada graças ao esforço de nossos antepassados - escritores rudimentares - em meio a caminhos longos e tortuosos, para que nós, as gerações futuras, pudéssemos entender, através da visualização de seus sinais, como viviam, bem como a extensão de seus sentimentos de dor e alegria, suas tendências à fraqueza e à glória e, mais que tudo isto, seus momentos históricos entre conquistas e derrotas, a grandeza de seus monumentos e a beleza de suas artes. Neste mês de julho, mais especificamente dia 25, ocasião em que se comemora o Dia Nacional do Escritor, inclinamo-nos sobre a importância dessa data, congratulando-nos com todos os escritores desta cidade, do Estado, do País, enfim. Mas que a nossa homenagem não se estenda apenas àqueles que através da transcrição de suas ideias já se sagraram renomados escritores, fazendo com que seus leitores reflitam, sonhem e se redescubram. Ela vai além, chegando àqueles que ainda tropeçam nos primeiros esboços de seus escritos, mas, pungentes, seguem adiante; àqueles que, escritores apenas na alma, fervilhante de ideias, ainda elaboram suas frases para qualquer dia destes colocá-las no papel. Façam! Nós os incentivamos! Também àquelas pessoas que ainda escrevem cartas de amor, encaminhando-as ou não; àqueles que fazem versos pátrios, acrósticos ou poemas repletos de paixão para os namorados, maridos e filhos e que às vezes nem enviam, por causa do medo. Homenageamos em especial à valorosa imprensa e a seus jornalistas, que sem sacrificar a verdade e a justiça em prol de interesses banais, permitem-nos saber das notícias e do caminhar da humanidade, passo a passo; aos escreventes dos órgãos públicos e das empresas e a vocês, romancistas, cronistas e poetas. Agradecidos, lembramos também daqueles que, para nos deixar um legado de ideias e conceitos preciosos sobre a vida e a liberdade, tornaram-se mártires da pátria e de si mesmos. Nós, que escrevemos e lemos, desejamos, acima de tudo, que todos os brasileiros deste país, indistintamente, possam ler com desenvoltura, neste dia, as homenagens aos escritores e à escrita, que, juntos, se complementam.

Loreni F. Gutierrez, Escritora. Membro da ARLEC - Academia Rio-pretense de Letras e Cultura.