Eleições únicas já

ARTIGO

Eleições únicas já

O povo não está preocupado com as eleições municipais para a escolha de novos prefeitos e vereadores


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Mesmo em plena pandemia do Coronavirus, todo o país está se preparando para as próximas eleições municipais, agora marcadas para 15 de novembro (1º turno) e 28 de novembro (2º turno), por decisão do TSF, em Brasília, e a classe política nem sequer fez qualquer sugestão ou contestação, nem a favor e nem contra, esquecendo da gravidade desta pandemia, que poderá impedir e postergar tudo.

Para quem acompanha as atividades políticas em Brasília, muitos cientistas políticos estão tentando implantar uma única data de eleições para todos os níveis, isto é, federal, estadual e municipal, e não conseguem por vários motivos sempre advindos do próprio Congresso Nacional, pois é sabido que o país poderá fazer uma economia de gastos públicos da ordem de 5 a 10 bilhões de reais em cada pleito eleitoral, cuja verba poderia ser destinada para a Educação e Saúde principalmente para melhorar as atividades médico-hospitalares do Sistema Único de Saúde, que assisti quase 40% da população brasileira. A pandemia está ai, continua livre e solta, aumentando dramaticamente o número de infectados e o numero de óbitos, provocando o maior pânico e medo na população brasileira, sem qualquer vislumbre de esperança de dias melhores, agravando dia a dia a economia de modo geral. A ordem do isolamento social, flexibilização parcial com uso de mascaras e assepsias das mãos com álcool gel, só poderá cessar com a criação da vacina específica, a qual irá acontecer no ano de 2021, segundo informações dos mais conceituados laboratórios científicos do mundo.

Na verdade, o povo não está preocupado com as eleições municipais para a escolha de novos prefeitos e vereadores. Está preocupado sim, com muita convicção, pelo retorno de suas atividades trabalhistas e empresariais dentro da maior brevidade possível. As ações públicas pelo governo estadual e municipal, estão sendo continuadas sempre preservando a saúde e a economia no país e assim evitar que a nação fique com transtornos financeiros por alguns anos. Numa época desta, sempre é bom pensar em Reforma Política, com atenção para a real prorrogação das eleições municipais para 2022, e assim coexistir somente com uma data doravante com eleições gerais, englobando Presidência da República, parlamentares federais, governadores, prefeitos municipais e vereadores. Alguém poderá indagar que se trata de uma ideia utópica, porém poderá ser realidade se as forças vivas em todos os municípios do país, como OAB, Rotary, Lyons, Observatório Social e Maçonaria, acionarem daqui para a frente sobre as vantagens desta união de eleições acompanhadas também dos poderes Executivo, Congresso Nacional e principalmente o Judiciário, com os ministros do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. A possibilidade de aceitação e convencimento só dependerá dos nobres parlamentares, que mesmo interessados em serem candidatos agora para prefeituras de suas cidades, poderá manter esse mesmo propósito em 2022. Durante essa reivindicação, seria de boa norma que se fizesse também, através do próprio Congresso Nacional, outras reformas políticas, como a abolição definitiva da coligação inter-partidária, bem como introduzir o voto facultativo no lugar do obrigatório, como existe normalmente nos EUA, sem qualquer modificação do pleito. Isto porque, o voto facultativo sempre é mais consciente como prova de cidadania. Quem viver, verá.

Nelson Nagib Gabriel

Médico e advogado