A caminhada do turismo

ARTIGO

A caminhada do turismo

Recuperação do turismo exige, em especial, medidas em curso para garantir a sustentabilidade do setor


A quarentena e as restrições impostas, em quase todo o mundo para enfrentamento da pandemia ao novo coronavírus, afetaram diretamente o turismo. Seja no Brasil, seja no exterior. Pequenas, médias e grandes empresas do setor precisaram, de maneira abrupta, de se adaptar ao cenário e procurar soluções emergenciais para contenção dos danos colaterais da crise. Hoje, o que vemos Brasil afora são cidades desertas, hotéis vazios, viagens aéreas e cruzeiros cancelados, parques fechados, cenário nunca antes visto na história do País.

O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) realizou levantamento que mostra que na última semana de maio, 63% das unidades hoteleiras estavam fechadas no país. O setor de Turismo, Hotelaria e Parques representam 8% do PIB brasileiro e é responsável pela geração de mais de 6 milhões de empregos diretos e indiretos no país.

Na Câmara dos Deputados, aprovamos a MP 907/2019 que transforma a Embratur - Empresa Brasileira de Turismo em Agência Brasileira de Promoção Internacional. Essa mudança, que é uma grande conquista para o turismo brasileiro vai permitir que a entidade conte com recursos privados para desenvolver a promoção de produtos e serviços turísticos do Brasil no exterior.

Como deputado federal, estou trabalhando ativamente em propostas que auxiliem o setor de turismo, hotelaria e parques durante a paralisação causada pelo novo Coronavírus.

Uma das propostas já apresentadas é uma emenda à Medida Provisória (MP) 944/2020, que trata do Programa Emergencial de Crédito e visa incluir o Setor de Turismo no rol dos beneficiários do Programa Emergencial de Suporte a Emprego.

A recuperação do turismo exige, em especial, medidas em curso para garantir a sustentabilidade do setor, tais como questões tributárias, trabalhistas, implementação de novas medidas de segurança, normalização das viagens aéreas e transporte terrestre, dentre outras. E dar prioridade no acesso às linhas de crédito para empresários, sociedades e cooperativas que prestem serviços turísticos é uma forma de reeguer esse setor, tão afetado nesta crise.

Em uma tentativa de recuperação do setor, alguns governadores dos estados brasileiros iniciaram o processo de afrouxamento do isolamento social e, entre os meses de junho e julho, algumas cidades (de acordo com a classificação na fase) poderão reabrir hotéis e pousadas, seguindo as recomendações governamentais.

Segundo o estudo da FOHB, três em cada quatro empresários do setor de hospedagem deverão retomar suas atividades nos próximos dois meses. Porém, é preciso muito para recuperar os estragos desta crise.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, já reafirmou a importância do setor na retomada da economia brasileira pós-pandemia Covid-19. Concordo com o ministro. O turismo brasileiro tem grande potencial e pode ser um dos principais setores de recuperação da economia do país.

Geninho Zuliani, Deputado federal pelo DEM/SP.