SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2021
Cartas do Leitor

Política

Adib Muanis JúniorPublicado em 09/01/2021 às 16:29Atualizado há 06/06/2021 às 13:49

Democracia é um regime político em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente - diretamente ou através de representantes eleitos - na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder de governança através do sufrágio da lei. Para mim, no Brasil, na prática é um regime em que o povo acha que está no poder e tem soberania. O pluripartidarismo aqui vigente, já estabelece os candidatos aptos para governar de maneira independente ou numa coligação. A crítica à mesma advém dela, normalmente, a se transformar em partidocracia. Para começar são os governantes que estabelecem seus salários e benefícios.

O Impostômetro registrou a marca de 1 trilhão no sábado (27-01), às 4h32. O número é referente ao total de impostos, multas e contribuições pagas pelos brasileiros, desde o dia 1° de Janeiro de 2020. Esse valor é destinado à saúde, educação, transporte, segurança, entre outros benefícios para a população correto? Errado. Para cobrir os rombos fiscais e da Previdência, os gastos exagerados de uma máquina administrativa enferrujada e favorecer uma classe minoritária, cujos prejuízos, muitas vezes, foram causados por ela, devido a uma péssima gestão, além da corrupção, é claro.

Em Oslo, capital da Noruega, me assentei num coletivo ao lado de um senhor, que educadamente me deu bom dia. Depois de um breve bate papo, relatou ser membro do Parlamento norueguês. Seu filho havia descido pouco antes para se dirigir a uma escola pública. Pelo 5° ano consecutivo o país foi considerado o mais democrático do mundo e conseguiu a pontuação máxima em 4 dos 5 fatores avaliados (processo eleitoral e pluralismo, liberdades civis, funcionalidade do governo e participação política e cultura política).Importante ressaltar que no país escandinavo os cidadãos pagam um imposto de 46,7% que retornam para seus habitantes, vistoriados pelos próprios e pelo parlamento, também denominado de "A grande Assembleia". Ainda vale esclarecer que a Noruega tem um dos melhores índices de qualidade de vida. Só aí já deu para identificar a distorção de valores.

E não adianta apenas criticar sem apresentar algumas soluções. Enquanto a massa brasileira aceitar aquilo que muitos já sabem e se contentar com um fim de semana de churrasquinho e biritas ouvindo "Deixa a vida me levar, vida leva eu..." (Zeca Pagodinho) ou ver seu time na telona, vão assistir seus netos e bisnetos nesse mesmo cenário.

Conscientização, educação política na escola, atitude e participação ativa nas decisões governamentais, já seria um grande começo. Acorda Brasil.

Rogério Roversi Martins, Rio Preto

Volta às aulas

Algumas vezes já escrevi sobre o assunto controverso que se tornou a questão da volta às aulas presenciais nas escolas das redes municipais, privadas e públicas nas modalidades Infantil, Fundamental e Médio. Já expus meu pensamento, que aliás como educadora, continuo mantendo-o desde o início da pandemia mesmo porque, até agora nada mudou no que tange a transmissão do vírus. Penso que o assunto continua merecendo a mesma relevância e cuidados tomados inicialmente pelas autoridades, diretores e senhores pais.

Atualmente existe uma tentativa de cunho político tentando reabrir as escolas no final das férias de janeiro. É certo que as crianças e os adolescentes precisam da sociabilidade que a escola oferece, mas tomo a liberdade de questionar, como uma criança encontrará liberdade de desfrutar do convívio dos colegas cumprindo todo protocolo da Covid ou seja, fazendo uso da máscara, mantendo o distanciamento e a cada deslocamento dentro do ambiente escolar, higienizar as mãos? Mesmo que tudo seja viabilizado, ainda assim, devemos nos atentar para o fato de que a esses alunos será negado o direito de ter uma simples dor de garganta ou qualquer outra coisa que sugira a presença do vírus. Nessa situação haverá certamente, um movimento dos pais no afã de obter um diagnóstico para qualquer sintoma que seus filhos apresentem, pois já observamos que em sala de aula, sempre houve contaminação por secreções nasais entre as crianças pequenas, principalmente.

Está claro que ao menor sinal de alerta, essa criança será afastada da escola para testes nem sempre necessários. O que podemos entender é que as aulas voltem, mas necessariamente nas modalidades presencial e online, para escolha de seus pais, uma vez que inúmeras pessoas com comorbidades circundam essas crianças, cujos pais contam com a preciosa ajuda das mesmas, na logística de suas vidas diária. Há que se pesar ainda que aulas, quer sejam presenciais ou online, necessitam do professor e portanto não há como as autoridades educacionais, desprezarem nesse momento, a preferência dos senhores pais, sob pena de ter prejuízo maior para seus filhos.

Fato constatado é que no enfrentamento de uma pandemia, todos perdem um pouco, uns perdem dinheiro, outros perdem seus empregos, alguns perdem aulas online porque nem as tiveram, mas há milhões de pessoas pelo mundo todo perdendo alguém da família. Não se pode afirmar o que será melhor para os alunos, sem que se faça valer a real vontade dos pais, pois existe aqueles que precisam apenas das escolas para a logística do cotidiano enquanto outros, precisam das avós para isso e o vírus do Covid não pode em hipótese alguma ser entregue a elas pelos seus netos numa mochila escolar. Cabe às autoridades de Educação e não as autoridades políticas, resolver essa difícil situação.

Angela Perozin, Rio Preto

Pandemia

As pessoas só precisam ser mais responsáveis, respeitar as normas, prevenção. O povão não está respeitando, não. Só festanças, aglomerações, desrespeito. Trabalhar, empregos, sustentar a família, filhos, pagar contas, todos precisam, sim, a vida precisa continuar. Temos que aprender a conviver com o vírus, com a realidade, o problema maior é a baderna desrespeitosa que propaga o vírus.

Guilbert Man, via Facebook

 
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