Ferrovias

Cartas do leitor

Ferrovias


Fiquei feliz em saber que nosso presidente esteve num canteiro de obras da futura Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), na cidade baiana de São Desidério. Já passou da hora de nossos políticos entenderem que o transporte ferroviário é o mais econômico, seguro e menos poluente, melhor atendendo às necessidades da massa popular. Infelizmente, a própria imprensa não deu muita importância à construção da nova ferrovia interestadual, pois li a noticia num contexto bem diferente, com o título "Brasil é um dos que menos sofrem", segundo as palavras duvidosas de Jair Bolsonaro, pois já superamos o número de 130 mil mortes pela pandemia.

Mais mortes e pavorosas desgraças nas estradas seriam evitadas se, além de modernizar as poucas ferrovias existentes, construíssemos trens de alta velocidade, a exemplo do Japão e da Europa. Lá, trens-bala conectam França e Inglaterra em menos de duas horas, passando por baixo do Canal da Mancha. Face à imensidão do território e da população brasileira, projetos de transporte ferroviário de alta velocidade seriam economicamente viáveis. O que falta é vontade política!

Já há muitos anos, um projeto de conectar o centro de São Paulo com o do Rio de Janeiro por um trem-bala, com tecnologia japonesa e capital internacional, foi engavetado em Brasília pelo lobby de companhias aéreas e rodoviárias. Proprietários de aeroportos e postos de gasolina temeram perder fregueses. É sempre assim: o egoísmo de poucos freia o progresso de todos!

Salvatore D' Onofrio, Rio Preto

Praça

Estamos vivendo dias calamitosos e difíceis neste ano de 2020. Quase o ano todo vivemos a mercê desta pandemia. E o mais incrível ou lastimável é que o brasileiro da piada pronta tem a mania de  adotar modos e maneiras absurdas e estúpidas de dar desculpas as mais estapafúrdias possíveis, e que no pior dos mundos virou lugar comum! No mundo dos negócios, todo ano era assim: - Hoje não vai dar para te atender, pois estamos próximos do carnaval e se o representante retornasse após o carnaval, a desculpa era o cansaço  "após o carnaval"!

Mas a desculpa a seguir é digna de um programa humorístico . Pois bem, vejamos, no início do ano escrevi nesta coluna a respeito da barbaridade que a Secretaria de Serviços Gerais vinha fazendo, ou seja, estava serrando os bancos da praça Rui Barbosa com a desculpa de que os moradores de rua moravam neles (um banco velho mal pintado que não servia nem pra galinheiro!). Duvido que um morador de rua iria hospedar-se ali. E ao serem questionados, inclusive, a fiscal da prefeitura disse que era preciso tirar os bancos velhos e que colocariam bancos novos mais modernos e anatômicos.

Cadê os bancos? Não há bancos de forma alguma e agora a situação piorou: estão derrubando as árvores que demoraram 20 anos para refrescar os contribuintes calorentos de Rio Preto e região. É um crime e uma covardia com as belas árvores, uma vez que as arrancam nos finais de semana para não dar tempo às reclamações.

Estão acabando com a praça Rui Barbosa! Porque não vão aparar ou plantar gramas e flores nas várias praças abandonadas por toda Rio Preto? Não iremos esquecer do número de vocês candidatos a vereadores e postulantes  a uma cadeira da Prefeitura.

Norival Ponté, Rio Preto

1964

Durante o governo de João Goulart, houve grande mobilização dos segmentos de esquerda. Francisco Julião, líder das Ligas Camponesas, disse: "Preconizamos uma reforma agraria radical, e as massas brasileiras, que adquirem cada vez maior consciência da dura realidade, levarão o pais a uma nova convulsão social, a uma guerra civil, e ao derramamento de sangue." Em abril de 1962, o PCB, organizou, em Niterói, o Congresso Continental de Solidariedade a Cuba e, no evento, Luiz Carlos Prestes declarou que "O Brasil estava disputando, com outros países, o privilégio de ser o segundo país latino-americano em que o socialismo seria instalado".

Leonel Brizola, cunhado e conselheiro do presidente Joao Goulart, usou de uma cadeia de rádios, entre os dias 19 a 25 de outubro de 1963, para conclamar o povo brasileiro para formarem o Exercito Popular de Libertação. No mesmo ano, a UNE recebeu cinco mil dólares do governo da antiga União Soviética como "auxílio" na politização da educação brasileira. Darcy Ribeiro, fundador da Universidade de Brasília, afirmava: "Levar adiante o processo revolucionário em curso, multiplicando dentro da universidade as novas formas de estrutura social que ela deverá estender amanhã a toda a sociedade". Jango, por motivações ideológicas, estimulava e promovia a insubordinação e a quebra da disciplina e hierarquia entre os membros das Forças Armadas, como ficou documentado em discurso inflamado que fez no dia 30 de março do mesmo ano, na Associação dos Subtenentes e Sargentos da Policia Militar do Rio de Janeiro.

Em comício no Rio de Janeiro, no dia 13 de março, João Goulart anunciava que havia assinado decretos com forte apelo popular que estatizavam refinarias de petróleo e desapropriavam terras: Jango buscava o apoio do povo para implantar sua rebelião comunista. Para as Forças Armadas ficava claro que, caso as medidas de João Goulart fossem implantadas, o país entraria num processo de revolução socialista irreversível. Mas, os militares não estavam sozinhos: no dia 19 de março de 1964 foi realizada em São Paulo, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, a maior manifestação popular que a cidade já havia realizado, defendendo o Brasil contra o comunismo. Quando João Goulart foi deposto pelos militares, em 31 de março de 1964, o Brasil se livrava de uma perigosa convulsão comunista.

Ivo Ceron Junior, Tanabi

Terminal

Sobre a notícia de que "Terminal Urbano de Rio Preto terá grades em plataformas", mesmo na faixa de pedestre ainda corre-se risco. Tem motorista que, mesmo vendo que tem gente passando na faixa, atravessa sem respeitar a faixa e o pedestre que está atravessando. Cadê o respeito dos motoristas? Isso eu falo porque já aconteceu comigo e tive que acenar para o motorista para ele parar porque eu estava na faixa.

Claudia Luzia Oliveira, Rio Preto