Saque

Cartas do leitor

Saque


Deprimente e desesperadora a cena do saque ao caminhão frigorifico, ocorrido na terça-feira, na rodovia Régis Bittencourt, em Itapecerica da Serra: homens, mulheres e crianças brigando desesperadamente por um pedaço de carne. As palavras, captadas, de uma senhora implorando para o policial deixá-la levar aquele pedacinho, pois seu neto só conhecia carne "de ouvir falar", compunham o quadro dantesco que nos faz temer um futuro cada vez mais próximo e inevitável, já que ao contrário do que disse, em entrevista na tarde do mesmo dia, a ministra Teresa Cristina, "não haverá falta de produtos nos supermercados, se preciso importaremos"

Algo contraria a lógica pois o governo já cuidou para que não haja dinheiro para esvaziar as prateleiras. fixou o salário mínimo de 2021 em R$ 1067,00 reais o suficiente para aquela avó apresentar ao seu neto 29 quilos de carne e embora só sobrem R$ 28,00 reais, insuficiente para comprar um pacote de arroz, passarão o reto do mês com a maravilhosa sensação de ter realizado um sonho.

Corrigir o salário mínimo(base de cálculo para aposentadorias) em 2% nos faz pensar: O que da cesta básica subiu só isso em 2020? Cruéis, insensíveis e principalmente inconsequentes, durante um almoço em palácio, os economistas acharam que isso está bom, sem a participação da classe trabalhadora e seus sindicatos, ninguém os lembrou que salário mínimo em 2014 foi fixado em 272,50 US$ e o de 2021 em 188,00 dólares ou seja 30% a menos.

Norberto Carlos Dieguez, Rio Preto

Resposta

Respondendo ao leitor Wéliton de Oliveira, que me cita nominalmente, a respeito da questão do uso de "Vacina" (Diário da Região, 8/9), gostaria de pedir-lhe moderação nos termos, pois é deselegante falar de "imprensa canalha", "bando de cretinos desinformados", "ratos de esgotos", que tentam "desconstruir" a imagem de Bolsonaro, "o melhor presidente do Brasil de todos os tempos". De puxa sacos o mundo está cheio mas, num regime democrático, não se pode ofender quem tiver opinião diferente!

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto

Volta às aulas

Sabemos que todos os cuidados e precauções estão sendo tomados pelos pais, professores e diretores escolares neste retorno à vida nas instituições educacionais. Acontece que, nenhum dos contaminados pelo Novo Coronavírus possui uma estrela na testa. Aliás, muitos dos sintomas são mascarados.

Criança gosta de correr, brincar, interagir, abraçar e falar muito próximo. Aliás, algumas falam bem baixinho no ouvido e, é aí que está um dos fatos preocupantes que podem levar a Covid-19 para dentro de suas casas. Não que queiram ou desejam. Levarão involuntariamente. E sabe que irá pagar o preço deste retorno ás aulas? Os vovôs e as vovós. Isso mesmo. Aqueles que gostam de pegar as crianças no colo, contar história, fazer aquela festa. Iremos chorar por muito tempo pelo retorno às escolas sem uma vacina, sem um medicamento eficaz. Mas, devemos culpar a quem por este retorno? A vontade de nos livrarmos rapidamente das crianças em casa? A falta de paciência que nos acomete dia após dia com criança correndo dentro de casa, pedindo isso e aquilo, não querendo comer direito e, mais que isso, querendo, a toda hora, ir brincar na rua? Criança gosta de liberdade. Criança precisa disto para crescer e se desenvolver.

A nós, adultos, cabe apenas a boa intenção de podermos educá-las o melhor possível para que em 20 ou 30 anos, tenhamos adultos felizes, menos depressivos e conscientes de seus deveres. Afinal, as crianças de hoje serão nossos líderes no amanhã.

Gregório José, Rio Preto

Agradecimento

Torno público o meu agradecimento ao Dr. Lindolpho Guimarães Correa Neto e ao Dr. Aguinaldo de Paula Vasconcelos, respectivamente do Hospital Austa e do Hospital Santa Helena, e a todo corpo clínico médico, corpo de enfermagem e todos os demais funcionários, pelo tratamento recebido durante a minha estadia no período de internação e cirurgia de 25/08/2020 a 31/08/2020. Reconhecendo o profissionalismo, cordialidade, excelência de atenção, carinho, dedicação e cuidados a mim dispensados. No alto dos meus 90 anos (submetendo-me a 1ª cirurgia da minha vida), pude constatar a importância da humanidade no tratamento. Parabenizando e agradecendo. Cordiais saudações

Anelito Vieira da Silva, Rio Preto

Racismo

No dia 20 de Julho de 1969, o comandante americano da Apollo 11 Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar na Lua e pronunciou a célebre frase: "Este é um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade". A partir daí notou-se se uma avalanche na criação, desenvolvimento e evolução de uma parafernália nos aparelhos eletroeletrônicos, além da exponencial crescente da informática e a utilização da robótica em larga escala. Ele estava certo.

Infelizmente, notou-se um descompasso, se comparado com as virtudes e valores morais. Abuso do poder, egoísmo, ganância, violência e o racismo. Este último, desde centenas de anos atrás, anda em "passos de tartaruga", da escravidão até os dias atuais. O preconceito vai desde as salas de aula até os clubes de esporte de alto nível. A morte do negro americano George Floyd, brutalmente assassinado por um agente, chocou o mundo. Pressionado seu pescoço com o joelho de um agente durante 9 minutos, ainda suplicou antes de morrer: "Eu não consigo respirar". A Casa Branca, através do seu porta-voz lamentou o caso. Os agentes envolvidos foram demitidos, o FBI investiga o caso. Uma "onda" de protestos violentos se espalha por todo o país.

O talentoso piloto britânico de F1 Lewis Hamilton agiu. Engajou pacificamente um movimento de conscientização denominado Vidas Negras Importam. Desnorteados, os deixa para lá americanos disseram que ele estava se aproveitando da oportunidade para se autopromover. Que ironia.

Por que a cor da pele do homem pode influenciar a personalidade e o seu caráter gerando tantos preconceitos e violências? Será que se eu tivesse nascido com pele na cor vermelha seria considerado um astro, aberração ou vilão?

Rogério Roversi Martins, Rio Preto