Moeda

Cartas do leitor

Moeda


A nossa moeda, o Real, nunca esteve tão desvalorizada. Em julho de 1994, quando foi lançado, o Real valia igual ao dólar. E os brasileiros aproveitaram para dar volta ao mundo. Quando Michel Temer deixou o governo, em dezembro de 2018, um dólar custava R$ 3,874. Um ano e sete meses depois, quase dobrou, R$ 5,310. E não é só em relação ao dólar a desvalorização da nossa moeda. Prova disso é que hoje são necessários mais de R$ 6,50 para comprar um euro e impressionantes R$ 7,20 para adquirir uma libra esterlina. O real foi a moeda que mais perdeu valor em 2020, com exceção da nada honrosa bolívar da Venezuela. Até o guarany paraguaio (6,99 para cada dólar) e o Novo Sol peruano (3,50 para cada dólar) e o peso colombiano (3,715) proporcionalmente estão valendo mais. Hoje precisamos de R$ 1,50 para comprar um 1 sol peruano. E praticamente quase trocamos em igual por igual com a moeda paraguaia. Os preços da alimentação básica no Brasil, como arroz, feijão, óleo e carne, dobraram de preços entre janeiro a agosto deste ano. E sem falar na alta disparada nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, que subiram quase três vezes mais do que a inflação. Em plena pandemia, o preço dos remédios subiu, a grosso modo, 16%.

O salário mínimo, que já chegou a valer o equivalente a 350 dólares em 2011, hoje não passa de cerca de míseros 180 dólares. Algumas coisas estão erradas. O governo está inchado. O "toma-lá-dá-cá" continua. Mais de 2 bilhões (equivalente a quase 40 mil ambulâncias) de dinheiro público estão sendo destinados para os partidos fazerem campanhas políticas.

O governo federal possui cerca de 130 empresas estatais. Quem foi eleito com a promessa de privatizar e reduzir a carga tributária, até agora não privatizou nada. Pelo contrário: aumentou de 15 para 23 ministérios. Se bem que já foi pior. Chegamos, antes, a ter 39 ministérios, repletos de aspones.

Saíram os "petralhas" e hoje estão empregados as "milícias" e militares aposentados. Todos com polpudos salários e regalias, que ainda continuam. Em fevereiro deste ano, por exemplo, quatro diretores dos Correios (hoje presidido por um militar) gastaram R$ 120 mil com diárias na Suíça. Enquanto mais de 65 milhões de brasileiros se vira com os míseros 600 reais.

Nelson Gonçalves, Rio Preto

Oração

"Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza, e disse-lhes; Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação" Lucas 22.45-46

Todos temos momentos de dificuldades como teve Cristo, mas Ele nos deixa uma dica: "orem para que não entrem em tentação", ou seja, orem para evitar o caminho errado. "Levantai-vos e orai", pode não parecer, mas a ordem de Jesus Cristo está relacionada ao que vem antes: "Porque estais dormindo?". Muitas pessoas estão dormindo, por isso Ele dá a ordem para "Levantar". Muitos estão vendo o barco afundar e continuam como se nada estivesse acontecendo, por isso a ordem.

Levante em favor da sua família, casamento, filhos, emprego e ou empresa; levante-se em favor de suas emoções, igreja, casa, etc. Ore para evitar a tentação, ou seja, ore para não gerar suas provas, ou para que caso tenha que passar, estejais fortalecidos emocionalmente e espiritualmente para vencer e prevalecer em meio as dificuldades. Temos que estar atentos, mas a grande realidade é que muitos estão dormindo, como disse Jesus, e ante as dificuldades, não sabem como lidar com as situações, pois não estão fortalecidos e não conseguem usar as armas espirituais para poder vencer as adversidades da vida, ore, busque, antes do problema. Seja precavido, para que assim, não precise jogar seus problemas para outro resolver, a batalha é sua, e você vencerá, basta "Levantai-vos e orai, para que não entres em tentação".

Junior Donisete, Rio Preto

Amazônia

Inacreditável, assim defino o vídeo intitulado Amazônia ou Bolsonaro, produzido e divulgado por uma ONG indígena com o único propósito de denegrir a imagem do agronegócio, do presidente e do Brasil no exterior. Minha vontade era falar palavrão contra essa ONG, que provavelmente perdeu a "boquinha" do governo federal, mas aí os paladinos do politicamente correto com certeza iriam me criticar.

Para quem não tem conhecimento de geografia só a área da Amazônia representa metade da área de toda a Europa, tornando muito difícil o combate ao desmatamento, ao garimpo ilegal e aos incêndios, principalmente em épocas de seca. Na verdade a Amazônia sempre queimou, mas nunca deram o destaque que se está dando atualmente com o único objetivo de denegrir a imagem do governo. Fotos da Nasa mostram que atualmente a Africa tem muito mais pontos de queimada do que a Amazônia, mas o mundo e algumas celebridades, por interesses diversos, só criticam a política ambiental brasileira como se o governo federal nada fizesse para preservar a Amazônia. Nunca na história desse país vi um presidente, eleito democraticamente, enfrentou tantos obstáculos para governar o país, mas vamos em frente.

Miguel Freddi, Rio Preto

Ciências

Na mesma edição do dia 8/9 em que se destaca o prêmio L'Oréal para Mulheres nas Ciências, no qual tivemos a felicidade de termos duas egressas da Unesp de São José do Rio Preto sendo premiadas, noticia-se o Pint of Science - importante evento mundial de divulgação cientifica - da região sem a participação de nenhuma cientista mulher. Além do combate aos estereótipos que a Ciência seja invencionice ou inacessível, é preciso combater o estereótipo que a Ciência seja feita só por homens brancos. Valorizar a diversidade em todos os segmentos de nossa sociedade não é um favor que se faz para as mulheres ou para negros e negras, é uma necessidade social, um valor a ser buscado por todos, porque a Ciência - assim como a sociedade - melhora quando diversos olhares são considerados.

Nossa região tem inúmeras pesquisadoras, das mais diversas áreas, em instituições públicas e privadas que tem se destacado em suas pesquisas. A organização do evento Pint of Science regional pode, obviamente, convidar quem desejar, mas infelizmente, perdeu uma oportunidade de continuar mostrando - assim como mostraram as ganhadoras do Prêmio L'Oréal - que o desenvolvimento cientifico se dá com a contribuição de todos e todas. E a representatividade é fator importante para incentivar a participação nas Ciências de todos e todas também.

Monica Abrantes Galindo, Rio Preto