Balança

Cartas do leitor

Balança


2020, ano que nos convoca a uma reflexão maior no tocante a nossa vivência como parte de uma sociedade que muita das vezes tem demostrado desajustamentos comportamentais com atitudes que chega a ser assombrosas. Na verdade, hoje, se colocarmos as atitudes da população do planeta nessa balança talvez ela mostrará o quanto estamos deficitários a respeito da honestidade, caráter, exemplos bons, respeito com a natureza, seres mais comprometidos com a ética, responsabilidade familiar.

Que nosso mestre Jesus nos ampare e intua os cientistas, médicos, pesquisadores a descobrirem uma vacina. A vida vai continuar, a pandemia vai passar, e depois? Que imunizemos também nossos corações e almas contra tudo que nos torna vulneráveis as pandemias das imperfeições humanas e espirituais.

Clevis Gimenes Toscano, Rio Preto

Bíblia

Setembro é o Mês da Bíblia, tempo especial para redescobrirmos quão valiosa é a Palavra de Deus em nossa vida pessoal, familiar e comunitária, e motivarmo-nos a ser Igreja em missão na sociedade. Neste tempo de pandemia, tornamo-nos mais sedentos da Palavra de Deus. A Bíblia é nossa fonte de vida. Queremos beber nessa fonte que nutre nosso amor, suscita-nos solidariedade e encoraja-nos para a justiça e nos educa para defender a vida.

Com o Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965, a Bíblia passou a ocupar o espaço que merecia na vida de nossas famílias e nas atividades catequéticas, litúrgicas e pastorais. O Mês da Bíblia começou no Brasil em 1971, como fruto do Serviço de Animação Bíblica, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Ele tem como objetivo principal estimular o uso da Bíblia na ação evangelizadora da Igreja.

A Palavra de Deus, como fundamento de nossa identidade e nossa missão cristã, deve ser lida, meditada, rezada, vivida e celebrada de modo contínuo. Por isso, o Mês da Bíblia é um tempo forte de conscientização sobre a importância e a forma de se utilizar a Bíblia. Os cristãos, tendo a Bíblia como livro de inspiração constante, aprendem a beber da verdadeira "água", na própria "fonte" do Espírito divino.

Para Santo Agostinho, Deus escreveu dois livros. O primeiro deles é a própria criação, a natureza, a vida. A Bíblia, segundo livro, foi escrita para nos ajudar a entender o Livro da Vida e a descobrir nela a presença amorosa de Deus. Fomos criados à sua imagem e semelhança. Cada ser humano é, portanto, sagrado; por isso, é expressão de Deus e da sua Palavra geradora de vida.

Disso decorre a espiritualidade profética, que anuncia a aliança de amor entre Deus e a humanidade e denuncia tudo o que impede essa aliança de se concretizar: a injustiça, a violência, o abuso de poder e a idolatria. Podemos intuir três atitudes características dessa espiritualidade bíblica: a indignação diante das injustiças, a resistência aos poderosos e a intimidade com Deus na oração.

Neste Mês da Bíblia de 2020, a Igreja no Brasil propõe estudos, reflexões e momentos orantes sobre o livro do Deuteronômio, com o lema "Abre tua mão para o teu irmão (Dt 15,11)". Deuteronômio é um livro muito rico, que mostra a aliança entre Deus e os seres humanos, fundamentada na justiça e na solidariedade com os fracos da sociedade, simbolizados pelos órfãos, viúvas e estrangeiros.

Graças ao Serviço de Animação Bíblica, que se expande em todo o Brasil, observamos uma crescente valorização da Leitura Orante da Palavra de Deus, ou seja, a leitura do texto bíblico (o que o texto diz em si mesmo), a meditação (o que esse texto diz a mim e a nós), a oração (o que esse texto nos motiva dizer a Deus) e contemplação ou compromisso (o que esse texto nos propõe realizar).

O trabalho realizado pela Comissão Bíblica e pela Equipe de Subsídios da Diocese de Jales tem sido exemplar nesse sentido, orientando a prática pessoal e comunitária da Leitura Orante da Bíblia, de modo especial neste tempo do Jubileu de 60 anos da Diocese, estimulando-nos a amar a Bíblia como fonte de inspiração para continuarmos "Crescendo em Direção a Cristo" (Ef 4,15).

Irmã Irene Cardoso Prestes, Fernandópolis

Burrice perigosa

O artigo de Mariliz Pereira Jorge "Contra estupidez não há vacina" (Folha, 3/9) me lembrou o dito de um antigo filósofo: "A única coisa que nos dá a ideia do infinito é a imbecilidade humana". O apoio de Bolsonaro à campanha antivacina pode aumentar a desgraça nacional que está causando a Covis-19. Errar é humano, mas persistir no erro já é falta de neurônios. Nosso presidente já se enganara em considerar o vírus uma "gripezinha", quando no início, desprezando o aconselhamento médico de utilizar estratégias para combater a doença. Agora não se dispõe a ajudar os que lutam para providenciar vacinas contra o mal, aduzindo que não é sua função induzir à vacinação da população. E se os pais não vacinassem suas criancinhas contra várias doenças, o que seria da saúde pública? Quem ignora a utilidade das vacinas para evitar doenças não pode ser considerado um governante sábio e prudente, digno de dirigir um País imenso como o Brasil!

Salvatore D' Onofrio, Rio Preto

Fase amarela

Sobre a notícia do Diário da Região de que Rio Preto avançou à fase amarela de flexibilização da economia, espero que todos tenham muita prudência, cuidados consigo e com o próximo! A cidade é um centro de região e como tal tem que ser tratada.

Receber atenção de governador e prefeito e afins, para que não tenhamos um retrocesso nesta fase.

Todos precisam trabalhar, com certeza, para sua sobrevivência, e para tal situação temos que sermos bem responsáveis! Vamos continuar ainda mais seguindo todos os protocolos de segurança , higiene pessoal e a gestão do município haverá dr ficar um pouco mais esperta.

Com esse vírus não se brinca. Deus nos abençoe abundantemente!

Marly S. Marin Justo - via Facebook, Rio Preto