Moção de aplausos

Cartas do leitor

Moção de aplausos


O jornal Diário da Região foi fundado em 23 de julho em 1950 pelo saudoso Euphly Jalles, tendo como sua primeira edição um exemplar de oito páginas, tamanho standard realizado no preto e branco e no linotipos, trazendo desde sua primeira tiragem um jornalismo informativo com seriedade e honestidade a todo município de Rio Preto e região.

Destaco que são poucas empresas desse seguimento que atinge 70 anos de história, demonstrando através desses anos toda responsabilidade, comprometimento e confiabilidade de suas matérias e notícias, sendo um exemplo a ser seguido.

Ademais, o Diário da Região, trouxe crescimento a nossa cidade, empregando milhares de profissionais de diversas áreas, onde fundaram famílias, amigos e companheiros, trazendo desenvolvimento econômico, social e político para nossa cidade.

O grupo, atualmente, conta com mais de 250 pessoas entre funcionários e colaboradores, trazendo notícias e reportagens vinte e quatro horas por dia, tanto pela estrutura impressa, como no portal Diarioweb, redes sociais e rádio, alcançando milhares de munícipes em todo mundo. Além disso, o Diário é um dos principais jornais do estado, com tiragem diária média de 28 mil exemplares distribuídos em mais de 100 municípios da região.

Por toda história exposta, como homem público, congratulo-me com o Grupo Diário da Região pelos 70 anos de história e tradição, sempre prezando pela verdade, seriedade e credibilidade, transformando informações em grandes notícias de forma dinâmica e irreverente.

Obrigado por tudo o que faz para nossa cidade e região!

Para tanto, requeiro, nos termos regimentais, ouvido o Plenário, seja inserto na Ata nossos trabalhos voto de moção de aplausos com o Grupo Diário da Região, que completa 70 anos de existência e tradição em São José do Rio Preto.

Paulo Pauléra - vereador e presidente da Câmara de Rio Preto

Privilégios

Com certeza todos já ouviram máxima, "meter o pé no balde", porém somente aqueles do tempo em que o leite era obtido através da ordenha manual, sabem o ensinamento contido nessa revolta da vaca, que sentia ou ouvia a fome do seu bezerrinho estrategicamente colocado ali do lado, para que ela julgasse que estava amamentando. Esse, um ato de protesto motivado pela fome da sua cria, para quem os retireiros deixavam, quase nada além, da quantidade suficiente para os filhotes não morrerem de fome.

Tudo leva a crer, que muito pouco dos ensinamentos da natureza são considerados, pois como na parábola acima, periodicamente, a insensibilidade dos poderosos levam o povo a "chutar o pau da barraca", desde a revolução francesa (1789) que pregava " liberté, égualité fraternité" liberdade , igualdade e fraternidade e terminou com a decapitação da Rainha Maria Antonieta e do Rei Luiz XVI, passando pela África (1880) com o massacre da Etiópia, que abateu 90% das cabeças, de gado, do continente, devorados pelo povo faminto, até a revolução Russa (1917), quando o poderio militar, o luxo, e a grandes edificações, ( similares aos condomínios murados e repletos de seguranças de hoje) não conseguiram aplacar a ira do povo contra os Czares que, igual acontece agora, os governos, os bancos e meia dúzia de privilegiados, detém 99% das riquezas do mundo

Norberto Carlos Dieguez, Rio Preto

Preconceitos

A morte de George Floyd, negro americano, sufocado até a morte por policiais brancos nos Estados Unidos é mais um despertar da humanidade contra os preconceitos raciais existentes no mundo. Os protestos ocorridos em todas as parte do planeta pedem um basta ao racismo e a todas as injustiças inerentes neste comportamento humano e mostra que este sentimento deveria ser excluído da face da Terra.

No Reino Unido, a estátua de um traficante de escravos foi derrubada em Bristol e jogada no rio por ativistas. Contrapondo a história contada até então, com a nova era. No Brasil , em São Paulo, ativistas prometeram fazer o mesmo com a estátua de Borba Gato. O bandeirante é acusado de capturar e escravizar indígenas e negros e de estuprar e traficar mulheres indígenas.

A história contada até então segue uma narrativa eurocêntrica, contada por homens europeus e brancos e que agora são questionadas, colocando em cheque o heroísmos e os valores desses personagens. Valores de uma época que não se encaixam na realidade da sociedade do século XXI.

Claro que esta e outras histórias nos contadas como verdadeiras nas escolas podem e devem ser questionadas, mas não é sensato destruí-las ou jogá-las para debaixo do tapete.

Em Rio Preto, Executivo e Legislativo ainda insistem em homenagens que não se enquadram mais na época em que vivemos. Valores como ética, idoneidade, participação na construção da história e na vida da cidade, devem ser pesos que tratados com seriedade, podem ser parte da solução.

Aqui homenagens são feitas em grande número e sem constrangimentos . Políticos, que tem a obrigação, por força do cargo, de lutarem pelo bem coletivo e transparência, não devem ser reverenciados por isso. Estas são virtudes obrigatórias para o exercício da função. São Paulo já tem lei coibindo tais homenagens.

Edinho Araújo, prefeito rio-pretense, decretou luto por 3 dias na cidade quando da morte de J. Hawilla. Réu confesso em crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, fraudes eletrônicas e obstrução de justiça, seus feitos e valores seriam mesmo dignos de homenagens públicas? Sua história é ímpar e deve ser contada, mas daí lhe dar honras oficiais, é demais.

O perdão é justo, e deve ser uma questão íntima de cada indivíduo, mas quando se trata da coisa pública não se pode exaltar pessoas que cometeram atos delituoso. O legislativo local também da exemplo de como não fazer. Recentemente homenagearam o secretário de Governo, cargo que tem como uma das funções negociar, junto aos vereadores, as pautas do Executivo. Como entender o fato, em se tratando de um secretário municipal, no exercício da função, e de tamanho poder e proximidade com o Legislativo, sem parecer politicagem? Inaceitável. Preconceitos, histórias e homenagens que devem ser revistas, no mundo, no Brasil e em Rio Preto.

Roberto Musegante, Rio Preto