Diário

Cartas do leitor

Diário


O Diário da Região e eu temos quase a mesma idade: sou de julho de 1947. O jornal, três anos mais novo, é de julho de 1950 e, portanto, acaba de completar 70 anos de existência! Para se ter uma ideia acerca dessa proeza (e seu significado num país como o nosso), bastaria uma breve referência: a Folha de S. Paulo, o jornal de maior circulação do Brasil, é apenas 29 anos mais antiga do que o Diário! Daí que, como rio-pretense e há décadas seu assinante, é com orgulho que me junto às homenagens que nossa comunidade e a imensa região noroeste do Estado lhe prestam nesta data histórica, reconhecendo-o como corresponsável pela pujança do município e brilho de seus personagens! Parabéns, portanto, aos dirigentes, funcionários e colaboradores que o construíram e aos que o mantém, e, naturalmente, a todos os seus privilegiados leitores!

Eurípides A. Silva, Rio Preto

Nilce Lodi

O Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico (IHGG) de São José do Rio Preto, por seu presidente , diretores e membros, manifestam profundo pesar pelo falecimento da professora, doutora Nilce Lodi, uma das fundadoras do IHGG e com certeza uma de suas mais entusiastas participantes. Foi, sem dúvida, uma sempre presente defensora da preservação histórica e patrimonial de S.J.R.Preto, sendo uma das primeiras presidentes do Comdephact e impulsionadora das demais diretorias, tudo em favor da cidade e de sua história. Nossos sentimentos pela grande perda.

Antonio Caprio - presidente do IHGG, Rio Preto

Violência

A pandemia da Covid-19 não trouxe apenas uma mudança na rotina e um número absurdo de mortes. Para muitas mulheres, o isolamento social resultou no aumento da violência a que elas são submetidas.

A Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos informou que as denúncias cresceram em média 14% até abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Somente no mês de abril, o aumento ficou em torno de 28%. Durante a quarentena, muitas mulheres não têm conseguido denunciar seus agressores, porque eles estão ao lado delas em casa.

Em distanciamento social, essas vítimas perderam suas redes de proteção direta - familiares, amigas, Igreja - e estão mais vulneráveis a seus agressores. Esses homens, que agora ficam mais em casa em ociosidade, podem fazer consumo abusivo de álcool e drogas. Isso somado às dificuldades financeiras pelas quais estão passando, pode ser o gatilho para os abusos físicos, morais, psicológicos e patrimoniais. Em Rio Preto - segundo o Anexo da Violência Doméstica - o número de agressões, desde o início do isolamento social, aumentou 30% e já houve 16 feminicídios na cidade. O número de pedidos de Medidas Protetivas, de março para abril, saltou de 54 para 95. Mas, para piorar essa situação, as Casas de Acolhimento estão fechadas ou lotadas. Os pedidos de Medidas Protetivas estão comprometidos por causa da interrupção das audiências. Prisões de agressores não estão acontecendo, também, por falta de julgamento nos tribunais O contexto de apreensão, incerteza e adversidades imposto pela Covid-19 tem contribuído para o agravamento dessa mazela nacional. É preciso que estejamos atentos para denunciar quando as próprias vítimas não podem fazê-lo.

Ana Paula Vidotto, Rio Preto

Sugestão

Lamento informar ao dr. pela USP e professor titular pela Unesp Salvatore D'Onofrio (cartas do leitor de 26/7), que, para sua tristeza e profunda decepção, Nosso presidente testou negativo no quarto exame da Covid-19. Em vista da "gripezinha" ter cedido, muito provavelmente pelo uso da "cloroquina", seria bom para ele e o Brasil manter-se saudável e forte, sem deixar o cargo. Todo o mundo é útil, e nosso Presidente é indispensável e insubstituível até dezembro de 2026".

Wéliton de Oliveira, Rio Preto

Opinião

Sempre apreciei os comentários imparciais do Sr. Salvatore D' Onofrio enquanto ele assinava os artigos apenas com seu próprio nome, porém agora que passou a assinar como "dr. pela USP e professor titular da Unesp", parece deixou a imparcialidade de lado.

Coincidência, mudança de opinião ou mais uma prova viva da influencia política que impera nas universidades públicas, totalmente aparelhadas pelo PT durante os seus 16 anos de poder.

A propósito, só para esclarecimentos, a cloroquina não cura a Covid-19 como foi insinuado no artigo do dia 26/7. A proposta desse medicamento, que ainda depende de estudos científicos, é de apenas evitar o agravamento da covid-19 se ministrada nos sintomas iniciais.

Miguel Freddi, Rio Preto

Semae

A prefeitura de Rio Preto está satisfeita com o Semae do jeito que ele está. De fato, existem motivos para isso: Rio Preto é 4ª melhor cidade em saneamento básico do país, segundo o ranking do Trata Brasil. Mas ainda há muito o que melhorar. Graças ao novo marco legal do saneamento básico, as empresas privadas poderão competir com as públicas para oferecer serviços de saneamento nas cidades do Brasil.

No ranking do Trata Brasil dos melhores e piores no índice de esgoto tratado referido à água consumida, Rio Preto está na posição 18. Quando se fala na perda de água durante a distribuição, Rio Preto está na posição 6. É visível que, apesar da posição de prestígio no ranking geral, ainda podemos melhorar.

E quais são os outros problemas do Semae? Quando o Semae dá lucro, o rio-pretense não sente isso nos preços, eles não diminuem o valor cobrado. Qual a vantagem de uma empresa ser supostamente do povo, se o povo não participa dos seus ganhos? Mas de uma coisa o povo participa: dos prejuízos. Quando o Semae dá prejuízo, nós sentimos no bolso. A conta é passada para todos nós. E a taxa mínima de R$ 34, então? Não deveria existir, as pessoas devem pagar apenas pelo que consomem. Se o Semae é tão bom, por que fechar a concorrência? o Semae deve competir com outras empresas, e que permaneça no setor aquela que conseguir entregar os melhores serviços de saneamento básico, pelo menor preço. É disso que os rio-pretenses precisam.

Filipe Marchesoni, Rio Preto