Prêmio

Cartas do leitor

Prêmio


Cumprimento os jornalistas Millena Grigoleti e Rone Carvalho pela premiação obtida no 5º prêmio nacional SBIM de jornalismo. A reportagem premiada, muito bem escrita, foi um primor de informação técnica e utilidade pública. Parabéns pelo merecido reconhecimento. Parabéns ao Diário da Região.

Toufic Anbar Neto - médico, diretor da Faceres e membro da Academia Riopretense de Letras e Cultura, Rio Preto

Constituição

É obrigação constitucional do governo, e para isso recebem impostos e ditam regras, garantir a todos os cidadãos educação, saúde e moradia, o eleito assume com o compromisso de cumprir a constituição, então subentende-se que conheça essa imposição que está, já, no artigo 6º da nossa carta magna. Seguindo essa lógica o candidato terá sempre uma política social objetivando o cumprimento desse preceito e não uma desculpa para explicar por que não foi possível.

Todos sabem que no Brasil cerca de 50% do seu povo, pode e deve cobrar, de alguma forma, do governo o estelionato eleitoral aplicado, agravado por juramento falso no ato da posse.

Pergunta-se. Como cumprir essa obrigação constitucional e corrigir essa dívida social sem causar brusca crise fiscal?

A história nos mostra que a desigualdade no Brasil foi construída durante décadas e não seria factível, de forma democrática, ao contrário do que fez Fidel Castro, sanar abruptamente essa injustiça, nossos então governantes, num tácito acordo, optam por promover justiça social gradualmente. Os governos sociais democratas, FHC, Lula e Dilma, que vieram a seguir, cuidadosamente tentaram corrigir essa aberração reajustando, todo ano, o salário mínimo acima da inflação. Quando perceberam o perigo da extrema direita retornar com a bandeira da ditadura militar (crescer o bolo para depois distribuir), aprovaram a lei 13.252 homologada por Dilma Rousseff em 29/7/2015 destinada a manter isso, porém como primeiro ato o governo neoliberal acabou com ela, e, segundo pesquisas, o poder de compra das famílias caiu 32%. Um perfeito tiro no pé, pois a maior tributação é sobre o consumo.

Norberto Carlos Dieguez, Rio Preto

Degradação

Sabe aquele serviço popular meia boca, mal-feito, porquice, que ninguém está vendo ou fiscalizando o que é certo? Ledo engano, eu estou de olho aberto e bem aberto, mesmo, no que acontece no São Deocleciano ou quando estou transitando por toda Rio Preto. Sempre estou atento nas porquices que são executadas na nossa querida Rio Preto e denuncio, como esse malfadado tapa-buraco que não tapa nada.

Aqui estava uma empresa para fazer a limpeza do entorno do bairro. Acontece que todo o entorno da mata do São Deocleciano estava abandonado com lixo e essa empresa somente tirou o mais grosso da sujeira do entorno e o restante empurrou tudo para dentro do mato, invadindo área de preservação e entupindo grande parte da mata com lixo de toda espécie.

É só vir e verão com os próprios olhos o tamanho do estrago que fizeram. Não tem cabimento um serviço dessa maneira. O lixo está todo revirado e empurrado para dentro do mato e, além disso, derrubando árvores de pequeno porte, arbusto e prejudicando a área ambiental. O correto seria tirar todo esse lixo e levar para o lugar adequado. Rogo aos poderes competentes para tomem providencias. Isso é crime ambiental, é porquice escancarada.

Aparicio Guilherme Queiroz, Rio Preto

Pandemia

Vivemos uma terrível situação de óbitos por conta do coronavírus. Essa "peste" já dizimou mais de 500 mil pessoas mundo afora, até esta data, sem contar o número cada vez mais crescente de infectados; no Brasil passa de 1 milhão. Nos EUA morreram mais de 120 mil pessoas; 44 mil no Reino Unido; 35 mil na Itália; 33 mil na França; 29 mil no México, 28 mil na Espanha, etc. Infelizmente, no Brasil, são mais de 50 mil.

Muito triste essa situação. Ninguém, em sã consciência, deve estar feliz com tamanha atrocidade, beirando as raias do desespero em todos os lares. As famílias que perderam seus entes não podem sequer fazer cerimônia digna ao falecido, cujo sepultamento tem de ser de forma desumana e rápida, conforme, aliás, determina o protocolo, por medo das possíveis contaminações exaladas pelo corpo em inumação.

Detalhes à parte, em todos os países do mundo houve a união de todos os políticos, independente do partido, da imprensa e de toda sociedade para a defesa contra essa hecatombe. No Brasil, tudo foi ao contrário, houve a formação de cartel, aproveitando-se a oportunidade para derrubar o atual presidente da República, juntando-se a isso, vários governadores, partidos políticos, e, pasmem, grande parte da imprensa.

Há na sociedade uma insatisfação muito grande contra alguns órgãos que demonstram certo grau de prazer ao anunciar essas mortes. Essa atitude causa nojo, desprezo, fuga de anunciantes e espectadores destes órgãos desprezíveis e portadores de quanto "pior melhor". Muita gente deixou de ver esses noticiários por repúdio ao comportamento digno de filmes de terror.

Que Deus nos ajude a vencer essa situação, pois todos corremos riscos, inclusive alguns seres isentos de amor à vida.

Armelindo Pestile, Tanabi