Covid

Cartas do leitor

Covid


O certo é que, sem a vacina ou pelo menos a cura, não deixo meus filhos pequenos irem à escola sob hipótese nenhuma! Batem cabeça os médicos na pequena área; fazem gols contra os políticos e as comunidades jurídicas, como goleiras, levando "frangos" seguidamente.

Esse jogo da pandemia está virando uma piada: o time da ignorância e o time da Covid-19 estão empatados de 30 a 30, nas cadeiras privativas do estádio do conhecimento, não há mais ninguém e, na arquibancada, já começaram os torcedores a debandar, ficaram somente os torcedores na geral sem entender o que estava acontecendo com os times, aguardando o fim do jogo.

Herico William Alves Destefani - promotor de Justiça, Mirassol

Até quando?

O noticiário impresso, TV e internet mostra que os três poderes, para se exibirem, continuam na luta para levar vantagens em que só o povo perde. E estão mais sujos que pau de galinheiro, há séculos.

É só sujeiras, incompetência, toma lá dá cá, exibição na TV, denúncias e impunidade. E os contribuintes pagam todos os custos dessas anomalias. Até quando?

Mário A. Dente, São Paulo

Acima de tudo

Segundo o artigo de Mariliz Pereira Jorge, as "Prioridades" (Folha, 18/6) do nosso País não são as de Bolsonaro ao defender a liberdade de seus filhos e compadres, ameaçada por investigações da Polícia Federal ("Deus acima de tudo, meus filhos acima de todos"), mas as necessidades de mais de 210 milhões de cidadãos brasileiros, que clamam por justiça social, educação de boa qualidade, oportunidades de trabalho. A troca do Lula pelo Bolsonaro, da esquerda pela direita, da "velha" política pela nova, não apresentou relevante melhoria. Nossa Constituição, ao mesmo tempo em que prega a independência dos Três Poderes, concentra no Presidente da República o direito de escolher qualquer ministro de Estado ou chefe de repartição governamental. Sérgio Moro, por lutar contra a intervenção presidencial na PM, e ministros da saúde, por discordarem de medidas impostas pelo autoritarismo de Bolsonaro com relação à pandemia, acabaram se demitindo, causando incalculáveis danos à coletividade.

Não canso de repetir (ninguém aprende pela primeira vez!) que chegou a hora de pessoas inteligentes e honestas deixarem de ser omissas e exigirem a mudança do atual sistema político do Presidencialismo de cooptação partidária, para um Parlamentarismo que permita um governo formado por um Primeiro Ministro, escolhido pelo partido mais votado, não precisando barganhar o apoio de partidos nanicos. E o Primeiro Ministro poderia ser substituído a qualquer momento, se não tivesse resultados satisfatórios. No Brasil, evidentemente, para essa mudança institucional o Congresso Nacional deveria emitir uma PEC (proposta de ementa constitucional). Vale apelar para a consciência política de nossos Deputados e Senadores, pois tal reforma institucional está "acima de tudo", sendo prioridade máxima!

Salvatore D' Onofrio, Rio Preto

Violetas azuis

Hoje fui ao Cemitério da Ressurreição, no fim da avenida da Saudade, para, em complemento ao tédio desta quarentena, rever mais perto memória dos meus e no visualizar das placas de nomes de alguns sepulcros, também relembrar deles e que são muitos, porque estou em provecta idade.

Levei alguns vasinhos de violetas (azuis) que minha irmã gostava e ao adentrar aquele recinto público tive enorme dificuldade para me locomover pelas alamedas e isso porque estão com o leito transitável muito abalroado por excessos de sobreposição asfáltica, sem o devido rebaixamento e angulados de forma a desequilibrar qualquer um. Mais ainda, que os maiores usuários do local, à evidência que sempre são os mais idosos, à vista de que jovens a isso não se inclinam muito. Falei da angulação irregular do leito asfáltico, mas não imaginam seu estado... Crosta grossa, buracos e um sem número de imperfeições, podendo causar quedas até propiciadoras de ações indenizatórias.

Bom, então, por que não usar as estreitas calçadas laterais ao leito de asfalto? Só porque o fato de não ter falado delas antes e preferir falar do asfalto, fica subjacente que o estado delas é ainda mais deplorável. Lajotas de cimento assentadas de muito em forma irregular de desníveis e com rachaduras. Melhor cair na alameda, assim não se bate a cabeça em algum túmulo ao lado.

Nesse contexto lembrei, quanto de impostos aqueles mortos já recolheram aos cofres públicos.

As alamedas são estreitas e poucas e não demandariam muito recurso para serem refeitas. Está certo que apesar de ali estarem inúmeros sepulcros com vários corpos em cada um, eles não votam mais. Mas ainda assim, pelo que prestaram antes à cidade merecem essa consideração.

O sr. Perossi (que usava gravata borboleta diuturnamente), que foi quem plantou as primaveras nas alamedas daquele cemitério e dele se interessava em cuidá-lo, deve estar torcendo para alguma autoridade voltar os olhos para ali e, não só para, depois, permanentemente lá residir.

Jordão da Silva Reis Neto, Rio Preto

Atos antidemocráticos

É preocupante qualquer tipo de ação que ameace o Estado Democrático de Direito, um governo que temos hoje, que incita a violência, incentiva a invasão de hospitais, que tenta ignorar os direitos constitucionais e não respeita opiniões contrárias, tende à ser um governo ditatorial. Não vejo nesse governo um plano eficaz para melhorar a educação, restaurar a economia, a segurança pública ou um plano simples de combate da pandemia.

Trocas de ministros são frequentes, sem ter nenhum avanço. Os apoiadores do governo falam apenas em derrubar o Supremo Tribunal Federal e fechar o congresso, e depois disso o que acontecerá? Qual é o plano? O Brasil será melhor apenas fazendo isso? Ou selaremos o mesmo destino da Venezuela, que fez a mesma coisa?

Renato Tolfo, Rio Preto