DPVAT

Cartas do leitor

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Resultado divulgado pela CNDI sobre o compartilhamento de fake news concluiu que as mesmas refletem exatamente o caráter de quem as divulga. O protocolo que levou a essa constatação estudou a reação imediata de quem lê uma notícia, pois é instintivo se questionar sobre os motivos do feito. À maioria ocorre que o objetivo foi nobre, porém uma parcela da sociedade, imediatamente, imagina que algum malfeito motivou essa ação. Isso ocorre sempre porque a primeira análise é. "Onde isso me afeta?", depois, "beneficia ou prejudica alguém".

Atitudes corretas passam desapercebidas, porém qualquer insinuação sobre uma suspeita, na maioria das vezes infundada, leva indivíduos a compartilhar e ainda finalizarem com um "divulguem sem dó".

Debruçar sobre esse tema ocorreu quando em 11/11/19 Bolsonaro decretou a medida provisória nº 904 extinguindo o DPVAT, seguro obrigatório que protege, sem apuração de culpabilidade, todas as vítimas de acidentes de trânsito, ato continuo parte da imprensa e elementos da rede social, apontaram o dedo afirmando "ali deve haver muita roubalheira" o CNDI apurou que essa é a única compensação que recebe um "coitado" atropelado por um carro, que a 200 km/h provoca um acidente e foge do local. o que acontece milhares de vezes por ano no Brasil.

Norberto Carlos Dieguez, Rio Preto

Sábio de coração

"O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber" (Provérbios 16.21). Sabedoria de coração nada mais é que domínio próprio, conseguir controlar seus impulsos no falar. Muitos sofrem por não conseguir ser cauteloso (prudente) na sua conversação. Quem nunca conversou demais e depois se arrependeu do que falou?

Infelizmente, como diz um dito popular, "há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada, e a oportunidade perdida". Depois que saiu da sua boca não dá para voltar atrás, o máximo que pode-se fazer é tentar explicar, pois a palavra dita vai de encontro ao objetivo, mesmo que você se arrependa.

Cuidado quando estiver nervoso(a) e falar com seus filhos, cônjuge, patrão, funcionário, chefe, vizinho, amigo, etc.. Não é prudente tenta dialogar nesta situação. Controle seus impulsos antes, respire. Se for o caso, deixe passar um tempo e fale na razão (ponderado) e não na emoção e isso vai "aumenta seu saber" admiração das pessoas e vai trazer prazer ao te ouvir "doçura no falar".

Junior Donisete, Rio Preto

STF

Está na hora do povo, que paga impostos para manter o poder público, conhecer um pouco das mordomias do STF. Com orçamento de R$ 554 milhões/ano, maior que o orçamento de muitos municípios, os 11 ministros do STF têm a seu dispor um contingente de 2.450 funcionários, entre eles 19 jornalistas, 25 bombeiros (será que estão com medo de tocarem fogo no STF?), 293 vigilantes, 24 copeiras, 27 garçons, 58 motoristas (é isso mesmo!), 12 auxiliares de desenvolvimento infantil, 8 auxiliares de saúde bucal, 116 auxiliares de limpeza, entre outros.

Entre as mordomias podemos citar algumas, como por exemplo: plano de saúde, auxílios de natalidade, funeral, alimentação, transporte, educação, moradia, passagens aéreas de 1ª classe, polpudas diárias e segurança particular, onde se gasta mais de 40 milhões/ano, além de lagostas, camarões e vinhos, necessariamente premiados, para serem servidos nos banquetes de vossas excelências.

Com um salário de R$ 39 mil, fora os benefícios, um ministro do STF ganha 39 vezes o valor do salário mínimo (R$ 1.039,00) e 18 vezes mais do que o rendimento médio do trabalhador no Brasil (R$ 2.155,00), segundo dados do IBGE.

Segundo o ministro Paulo Guedes atualmente no Brasil existe uma inversão de valores, ou seja, a população é quem mantém o Estado quando o certo seria o Estado manter a população.

Desenhando: nós, os trabalhadores, temos que trabalhar duro e pagar impostos exorbitantes para manter as mordomias dos 3 poderes e em contrapartida não recebendo quase nada: Quer saúde? Contrate um plano de saúde. Quer educação? Matricule-se em uma escola particular. Quer segurança? Contrate uma empresa de segurança. Quer estradas boas? Pague pedágio.

Acorda, Brasil!

Miguel Freddi, Rio Preto

Precisamos mudar

O Brasil se tornou, tragicamente, um dos protagonistas mundiais na pandemia do coronavírus, em números de contaminados e vítimas fatais. Isso se deve sobretudo à irresponsabilidade de seus governantes e de uma parcela da população que se concentrou em uma onda de discussões partidárias em questões de saúde pública, deixando de agir de forma responsável na proteção da vida.

Muitos se esquecem que, quando os números sobem, cresce a angústia de famílias que têm seus entes queridos sepultados sem qualquer despedida ou cerimônia, totalmente distante do carinho que é próprio de nosso povo.

Atitudes incoerentes e irresponsáveis geram, por fim o colapso do sistema de saúde já debilitado, com recursos e investimentos congelados e insuficientes para atender a real necessidade de usuários, colocando ainda em risco a vida dos profissionais da saúde que estão na linha de frente.

Estamos vivendo, ao mesmo tempo, uma tempestade de fake news. As notícias falsas contaminam mais que o vírus e têm igual potencial devastador. Compartilhar uma informação sem o conhecimento da fonte e verificar os fatos, nos torna parte dessa corrente de desinformação que distorce a realidade e favorece conflitos.

Quando não assumimos nossa responsabilidade de conhecer como é organizada e financiada a nossa rede pública de saúde, de informarmo-nos das contas e da administração de nossos municípios, favorecemos o enfraquecimento dos serviços de saúde, que se mostram ainda mais essenciais neste tempo de pandemia e deixamos de assumir nosso compromisso com a vida.

Se o caminho que percorremos no Brasil, até aqui, nos impõe enormes desafios, fica evidente que precisamos mudar. A principal força de transformação do povo brasileiro será o compromisso de cada um. São Francisco de Assis nos indica como: "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e, de repente, você estará fazendo o impossível".

Vitor Inácio Fernandes da Silva - assessor de comunicação da Diocese de Jales