Cartas do leitor

Lula


A frase de Lula, ao atacar Bolsonaro: "Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises" (Folha e Diário da Região, 21/5), além de ser maldosa, é burra, pois isenta de sentido. Um dia, quem sabe, o Brasil consiga um presidente mais estadista e menos fanfarrão!

Salvatore D' Onofrio, Rio Preto

Uruguai x Rio Preto

O amigo Cícero Pereira da Silva, que lá no Uruguai recebeu o Diário da Região, me mandou algumas mensagens. Vou resumir: "Laerte, só em São José do Rio Preto morreram 17 pessoas e 37 na região. No Uruguai inteiro morreram 20 pessoas. Em março, aqui já era proibido entrar mais de uma pessoa por família em supermercados, enquanto em Porto Alegre, o Grenal juntava 60 mil pessoas na Arena. Máscara, usamos desde março. Shoppings, talvez venhamos abrir parcialmente em junho. A preocupação maior do momento é a reabertura da fronteira com o Brasil".

Mando isso para reforçar a necessidade do isolamento social.

Laerte Teixeira da Costa, Rio Preto

Editorial

O Editorial desse conceituado órgão de divulgação com o título de "Desculpas Tardias", publicado na edição do dia 20 de maio, tem toda razão de ser. O confisco inesperado de quase todo o saldo de poupança e de conta corrente de quem os tinha naquele momento foi abominável e deu efetivamente as consequências ali descritas. Também é vero que o tesoureiro de Collor, o falecido (assassinado) PC Farias, cometeu e muito falcatruas.

Essa é a história. Agora, o "contraponto", na minha visão: Zélia Cardoso de Mello, Antônio Kandir e Ibrahim Eris eram então reconhecidos estudiosos das Ciências Econômicas, no mesmo alto padrão do nosso atual prestigiadíssimo Paulo Guedes, senão mais.

Por tal, não compartilhavam que, na época com inflação de 80% ao mês (2,67%) ao dia, pudesse o trabalhador, quer fosse assalariado, ou simples autônomo, ou mesmo de profissão liberal e que davam a trabalhar 30 dias para receber remuneração corroída pela inflação de 80% ao mês, confrontar com quem por merecimento ou não, tivesse em torno de apenas, em dinheiro de hoje, R$ 10.000,00 aplicados financeiramente, recebendo em retorno ao final do mês R$ 8.000,00 de juros em contraponto ao trabalhador que depois de 30 dias de trabalho tinha só cerca de R$ 1.000,00 (não fiz as contas, mas o parâmetro estava nessa faixa).

Foi dolorido, sim, mas para apenas 1% da população, porque os demais tiveram a equalização do custo benefício salário (trabalho) X capital visto mais aproximado. Tá bom, águas passadas, até porque 1,6 bilhão de reais (dito no Editorial) para reajustar essa desapropriação, cumprida em 30 anos, não afetou o Banco Central e muito pouco os bancos privados do que tinham antes se beneficiado.

Agora, o segundo "contraponto": o caso de PC Farias. Para isso, não é preciso externar que a "República" sempre foi na sua composição constituída de inúmeros membros corruptos. Isso não era diferente quando Collor assumiu, ou seja, para não dizer todos, havia intensa corrupção também nos governos anteriores.

Assim, Collor intentou, sem sucesso, implantar um sistema em que só um se beneficiaria das decisões governamentais, Paulo César Farias e com isso o assalto aos bens públicos deveria ficar menor. Ou seja, qualquer transação governamental teria que antes passar pelo PC.

Esse arrocho foi tanto que os republicanos de então decidiram acabar com ele, porque queriam todos continuar desfrutando das tetas do governo, e não só o PC. Por tal, caiu o Collor e morreu o P C.

Jordão da Silva Reis Neto, Rio Preto

Covid

Temos ouvido tantas coisas sobre essa Covid. Uns dizem que é um vírus político, que é pra quebrar a economia enfim eu teria milhares de motivos pra proteger e outros milhares pra estar nem aí pra tudo isso, mas uma coisa seria o oportunismo da classe política, outra coisa completamente diferente é o perigo do vírus e a responsabilidade e os cuidados que devemos ter em todos os lugares, pois quem já viu de perto sabe bem oque é, então já que o nosso prefeito Edinho Araújo tem se mostrado preocupado com o problema.

E, mediante todas as medidas adotadas, eu quero aproveitar o momento pra deixar minha sugestão. Tenho frequentado hipermercados uma vez por semana e tenho notado certa despreocupação em alguns estabelecimentos, clientes com máscaras protegendo queixo, outras diversas com o nariz de fora, outras tiram pra falar ao celular, famílias que vão ao supermercado em 3 e até 4 pessoas, enfim eu percebo que esses estabelecimentos deveriam ser melhor fiscalizados.

Erasmo Dantas, Rio Preto

Distanciamento

Senhores políticos, comunicamos que por razão de força maior, a partir de amanhã mesmo, nós, cidadãos brasileiros, não poderemos continuar pagando seus salários. Tal motivo se deve ao fato que seus serviços não foram enquadrados dentre aqueles considerados essenciais neste momento (nenhum dos senhores foi visto trabalhando nos hospitais, nem dirigindo caminhões, ônibus ou ambulâncias, nem repondo produtos nos supermercados). Recomendamos que os senhores fiquem em quarentena até que a crise do Corona vírus passe, devido a má condução política desse momento de crise.

Uma vez terminado o período de quarentena, analisaremos o trabalho profissional de vocês, um a um, para vermos se é necessário e se estamos em condições de renovar seus mandatos.

Visto que a arrecadação de impostos está diminuindo e esta é a fonte do pagamento de seus salários, auxílio paletó, auxílio moradia, auxílio educação, plano de saúde e odontológico para os senhores e seus dependentes, diárias, cartão de crédito, produtos de beleza, carros oficiais, etc., nada mais justo que os senhores deem sua parcela de contribuição durante essa crise.

Atenciosamente, os cidadãos brasileiros.

Nelwil Barbosa Dantas, Rio Preto