Cartas do leitor

Somos!


Em 29/2/2020 encaminhei carta a esta coluna, na qual tentei prever o estado de distanciamento e pandemia em que vivemos. Vivemos um momento especial da história da humanidade. Somos beneficiados pelo progresso das ciências e da tecnologia, da computação, da informática, da internet e das infovias, da comunicação em tempo real. Somos também marcados por uma "cultura de morte" e de indiferença.

Somos interpelados, pelo sofrimento humano dos doentes e aflitos, dos pobres e dos excluídos. Contudo, fica latente um chamado divino para que avivemos as nossas consciências para estas realidades latentes. Somos um povo congregado que caminha do egoísmo para a partilha, do erro para a verdade, da indiferença para a comunhão, da omissão para a luta, do pecado para a libertação.

Eis-nos diante de Deus, assim como somos!

José Américo Cassi, Rio Preto

Carreatas

As carreatas que estão acontecendo em Rio Preto tem um único e exclusivo fim: interesses eleitoreiros. Desde partidos políticos, presidente de partido que, critica, aponta o dedo, mas continua mamando nas tetas do governo, ex-apoiadores - e hoje desafetos de Edinho Araújo - passando por políticos com síndrome da mulher traída, representantes de associações de classes, empresários (por sinal, será que todos os envolvidos nessas carreatas estão rigorosamente em dia com os impostos municipais?), e até usuário de perfil fake que vulgarmente se escondia atrás de pseudônimo e no passado vivia se engalfinhando com a classe política da cidade nas redes sociais.

Essa turma só tem um interesse: fazer politicagem para tentar desestabilizar, assim como desgastar a imagem de Edinho Araújo perante o eleitorado rio-pretense. Obviamente, alguns cabeças e articuladores dessas carreatas se escondem atrás do anonimato e delegam funções a colonos que, caso o político que eles acreditam que poderá vir a ser eleito, também venham a ter uma boquinha garantida no futuro governo. A grande e única verdade é que, essa turma está preocupada mesmo somente com seus interesses políticos e partidários. Porque, e ao que parece, com a vida humana e, principalmente com a dos seus colaboradores, essa não passa de um mero número nas suas empresas, assim como para servir no futuro de estatísticas quando da formação das suas pesquisas eleitorais para decidir, então, qual candidato irão apoiar e de acordo com seus interesses.

Apesar da doença ser uma realidade cruel - 16 mil mortos no país e 14 em Rio Preto - e que a cada novo dia insiste em bater em nossas partes, esses "empresários" - e a exemplo do mau exemplo dado pelo seu guru, Jair Bolsonaro - também insistem em desafiar a ciência colocando o lucro e seus interesses políticos e financeiros acima da vida humana. Neste momento, é preciso bom senso, sabedoria, discernimento para que chegue-se a um denominador comum e que seja o melhor para todos os lados envolvidos. Até porque, é preciso lembrar sempre que são os colaboradores que mantem de pé uma empresa. Sem eles, elas serão somente mais um número de CNPJ perante os órgãos nas esferas federal, estadual e municipal. E é sempre bom lembrar também que, o vírus não escolhe classe social, cor, raça, sexo, credo religioso, a marca do seus carros ou o saldo das suas respectivas contas bancárias. Ele simplesmente está aí fora esperando pela próxima vítima.

Roberto Prota, Rio Preto

Distanciamento

A vida não depende só de nós, depende dos outros. A gente não tinha essa noção tão aguçada. A gente pensa que é 'minha saúde', mas não é individual. A mentalidade da saúde coletiva precisa ser valorizada. O que você faz afeta o próximo, e o que você não faz também afeta. A saúde é um sinônimo de responsabilidade." (Fabrício Carpinejar, na edição de 19/5/20 deste jornal). Será que a população de Rio Preto está agindo com responsabilidade? Grande parte não, mesmo. Há festas, churrascões de familiares e amigos, partidas de vôlei em praças, gente caminhando sem máscara e, ainda pior, conversando próximo a outras pessoas sem máscara, senhoras de 80 anos comprando flores num hipermercado lotado, gente não respeitando o distanciamento demarcado em filas (isso só para mencionar o que vejo nas proximidades da minha casa).

"Será que isso que está sendo solicitado [do distanciamento social] a nós é um sacrifício? Que sacrifício é esse? É um sacrifício muito luxuoso..." porque realmente penosa é a situação da população que não tem o que comer, que não tem o mínimo de dignidade para viver, ou melhor, para sobreviver. O que muitas pessoas estão fazendo são apenas atos egoístas e orgulhosos, as chagas da humanidade.

"Enfim, é preciso resgatar o que há de mais humano em nós. Mais arte, mais altruísmo, mais correntes de leitura, da postagem de álbuns e de livros, de pão caseiro. Menos ódio, menos fake news..." (Washington Paracatu, na mesma edição) e, por favor, por enquanto, faça um sacrificiozinho, menos festa!

Lara D'Onofrio Longo, Rio Preto

Máscara

Sobre a notícia de que a Câmara dos Deputados aprovou projeto que torna obrigatório o uso de máscaras, o valor da multa, 300, é pouco. Deveria ser mais. Temos direitos e deveres a cumprir, isso vem de berço. Revoltante muitas pessoas nas ruas sem máscaras. Estamos falando de uma pandemia.

Roseli Feltrin - via Facebook, Rio Preto