Cartas do leitor

Fato marcante


A atuação parlamentar à qual fui alçada na última eleição e minha presença na presidência do Sincomerciários, em primeiro mandato, nos oferecem a oportunidade e o dever de estarmos atentas aos acontecimentos da comunidade. A entidade sindical a que acima nos referimos está presente no contexto da cidade há quase cem anos e pela primeira vez é liderada por uma mulher. Pois bem. A marca de 30 mil bebês atendidos em sala de parto pelo ilustre casal de médicos, Miriam e Jorge Haddad, é fato auspicioso, maravilhoso, mesmo, que deve repercutir fortemente.

E foi o que aconteceu por iniciativa do Diário da Região - Vida & Arte número 182, do último final de semana. Ainda bem que a jornalista Elma Eneida Bassan Mendes e as editoras Ligia Ottoboni e Jéssica Reis voltaram seus olhares para um fato tão marcante e significativo que passaria despercebido não fosse a excelente entrevista feita com ambos e publicada na referida revista do Diário da Região. Parabéns às jornalistas, ao jornal e claro, ao casal de médicos, destinatários desta correspondência.

Um dos 30 mil bebês assistidos, Gabriel Amaro, é filho de Fábio e Sionéia; ele trabalha conosco aqui no Sincomerciários. Gabriel Amaro tem 19 anos e, segundo seu pai, foi cuidado religiosamente pelo doutor Jorge Haddad ano após ano até completar 15 anos. É um jovem saudável e muito bem cuidado desde o seu nascimento. Se for procurar nas famílias comerciárias, é evidente, encontrarei outros tantos bebês de então cuidados pelas mãos competentes dos dois médicos.

Eça de Queiroz, escritor e diplomata português 1845-1900 citado na entrevista, deixou outros escritos maravilhosos e atemporais, além do citado, e que tomo a liberdade de copiar, a saber: "Para ensinar há uma formalidadezinha a cumprir - saber. Os senhores, além dos predicados enumerados na entrevista, são sábios. Por isso assistiram os 30 mil bebês contabilizados e certamente assistirão outros tantos daqui para a frente. Portanto, senhores, nós os saudamos pela vida profissional dedicada à vida e o fazemos em nosso nome pessoal, como presidente do Sincomerciários e parlamentar municipal, subscrevendo-me com os sentimentos de respeito e admiração.

Marcia Caldas - vereadora e presidente do Sincomerciários.

A imaginação

A imaginação é provavelmente a maior força a atuar sobre os nossos sentimentos e mais constante do que as influências exteriores como ruídos. A imaginação constituí o seu mundo. O que não quer dizer que o seu mundo seja uma fantasia. A sua vida um sonho.

No centro da experiência humana existe sempre a atividade de imaginar a realidade. Tanto a artista quanto o cientista tem de ser suficientemente flexível para sair do seguro. , Do conhecido, do imediato , e assumir os riscos , a propor o novo o possível.

A criatividade não é um dom que só os gênios tem e os outros não. Ela e parceira da Imaginação. A arte de objetos que provocam emoções. Poéticas.

Em tempos difíceis aquilo que puder ser feito em conjunto com a arte, a imaginação. E as pessoas mesmo a distância é um desafio, mas vale a pena.

Arlete Brandão Mendes, Rio Preto

Invisíveis notados

Combater as mazelas humanas deveria ser o maior objetivo dos gestores públicos. Deles, por atribuições das funções que ocupam, deveriam surgir políticas públicas que, no mínimo, reduzissem gradativamente os índices de fome, analfabetismo escolar e funcional, do déficit habitacional, acidentes e mortes nas suas mais diversas formas e faces e tantas outras circunstâncias que impedem que se viva com dignidade.

Infelizmente, existe uma massa de pessoas que são tratadas como invisíveis sociais, para elas nada se pensa, a não ser situações esporádicas, quando acontece algum desastre ou problema que foge do ritmo comum do cotidiano, como o vivido atualmente, fruto da pandemia da Covid-19.

São milhões de indivíduos que precisam estender as mãos à espera de uma ajuda, sendo ela governamental ou não. Algumas ações pontuais são desenvolvidas pelo governo, a exemplo do auxílio-financeiro e inúmeras outras por pessoas, também "invisíveis" no que fazem, mas abnegadas em ajudar o próximo. Assim, espera-se conter ou amenizar o sofrimento desses milhões.

Mas algo me intriga nessa situação toda, pois o surgimento de novos problemas, como o vivido atualmente, na verdade serve para escancarar velhos problemas que por estarem enraizados em nossa sociedade, tornaram-se invisíveis ao ponto de adormecer a sensibilidade de parte considerável da sociedade. Resumindo: a miséria e suas derivações já não chocam mais.

Digo isto porque, pelo que se percebe em nossas ações, não vejo orgulho em combater a miséria através de políticas públicas eficientes e cobranças sistemáticas de grupos da sociedade civil, mas sim em administrá-la. Há um orgulho em dizer que o número de famílias beneficiadas com programas de ajuda social, como por exemplo, o Bolsa Família, aumentaram de um governo para outro. Há um orgulho em dizer que se ajuda o próximo, mesmo a ajuda sendo a mesma todos os anos. Como se isso fosse um troféu.

Na verdade isso só demonstra a ineficiência do Estado em promover o combate à desigualdade social e reforça a ideia da centralização de boa parte das nossas riquezas nas mãos de poucas pessoas; bem como uma covardia velada dos grupos que não querem, pelo menos, tentar cortar o mal pela raiz. Pois se todo ano ajudo sempre as mesmas famílias, significa que algo está errado.

Walber Gonçalves de Souza, Caratinga-MG

Bolsonaro

Bruno Boghossian enumera várias inverdades declaradas pelo nosso Presidente:"Bolsonaro errou todas" (Folha, 10/5). Os brasileiros bem pensantes torcem para ele errar mais uma vez, ao afirmar que sairá do poder somente no dia 1º de janeiro de 2027. Sua reeleição seria prejudicial para o desenvolvimento de nosso País!

Salvatore D' Onofrio, Rio Preto