Desistência de Rillo altera xadrez eleitoral

COLUNA DO DIÁRIO

Desistência de Rillo altera xadrez eleitoral

Partidos e pré-candidatos discutem quem ganha ou perde em cenário atual


Vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), no centro, em reunião com Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas e também de concessões. Ele afirma que o Estado segue com estudos de privatizações. A transferência do aeroporto de Rio Preto para a iniciativa privada está no pacote.
Vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), no centro, em reunião com Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas e também de concessões. Ele afirma que o Estado segue com estudos de privatizações. A transferência do aeroporto de Rio Preto para a iniciativa privada está no pacote. - Divulgação/Twitter

A desistência do ex-deputado estadual João Paulo Rillo (Psol) de ser candidato a prefeito de Rio Preto na eleição deste ano mexeu o xadrez eleitoral na corrida pela cobiçada cadeira no 8º andar da Prefeitura, de chefe do Executivo. O anúncio de Rillo pegou de surpresa dirigentes partidários e pré-candidatos a prefeito. Como não existe vácuo na política, as siglas discutem para onde podem migrar votos do outrora nome cotado como prefeiturável. Rillo disputou a Prefeitura por três vezes. Na última delas, em 2016, quando Edinho Araújo (MDB) foi eleito, o então petista recebeu 10% dos votos válidos, 23 mil votos.O Psol afirma que terá candidatura e Marco Rillo, pai do ex-deputado, é cotado. No entanto, não há definição sobre isso e entre partidos se avalia "pulverização" de votos. Dirigentes do PT dizem que pode ocorrer migração para o partido, já que Rillo foi filiado à sigla de esquerda.

Por outro lado, entram na "disputa" outros possíveis "herdeiros" de votos. Há argumentos que a mudança beneficiaria Edinho Araújo (MDB), mas até o partido tem dúvidas. "Pode pulverizar. Todo voto é importante", disse o presidente do MDB, Pedro Nímer. No entanto, a ofensiva entre possíveis aliados do ex-deputado inclui análise de que Renato Pupo (PSDB) pode ser beneficiado com a mudança no tabuleiro.

O fato é cenário está aberto, posto que partidos nem marcaram convenções. Enquanto isso, a lista de prefeituráveis só aumenta. No meio político se fala em até oito candidaturas.

Investimentos -O governador João Doria pode vir a Rio Preto nos próximos dias. O objetivo seria anunciar investimentos no Hospital de Base, especialmente em equipamentos para tratamento dos pacientes com Covid, em pacote que chegaria a R$ 30 milhões. Se Rio Preto mantiver o índice de ocupação de leitos hospitalares sob controle, a cidade poderia, enfim, avançar para a fase 3 do Plano SP, que permite uma abertura mais ampla do comércio e serviços.

Ocupação - E neste sábado, comitê do Estado divulgou lista de cidades e a ocupação de leitos em UTI de pacientes com o novo coronavírus. De acordo com a lista, publicada no diário oficial do Estado, em Rio Preto a taxa de ocupação é de 42,1%. Em Catanduva, a taxa está em 30%, segundo dado do Estado. Já em Fernandópolis, a taxa registrada está em 71,5%. De acordo com o comitê, cidades com 80% de ocupação devem ter "atenção especial."

Vetado

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), vetou projeto do vereador Jean Dornelas (MDB) que prevê lombadas eletrônicas em todos locais da cidade onde estão instalados radares. De acordo com o veto do prefeito, a proposta do vereador cria despesas para o município não previstas em Orçamento. Além disso, o governo alega que projeto do tipo só poderia partir do Executivo.

Na Caixa

A Polícia Federal alerta que quem foi lesado no auxílio-emergencial deve procurar direto a Caixa Econômica Federal, ao invés de ir até à PF. O aviso foi divulgado pela delegacia de Jales para evitar aglomerações desnecessárias.

Verba

Santa Albertina, São João das Duas Pontes, Paranapuã e Mesópolis, na região de Rio Preto, receberão, cada uma, R$ 100 mil para a saúde, via emendas do presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB).