SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 04 DE DEZEMBRO DE 2021
TETO DE GASTOS

Secretários do Ministério da Economia pedem exoneração do governo

Em outra pasta, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME) também pediu demissão do cargo

Estadão Conteúdo
Publicado em 21/10/2021 às 18:40Atualizado em 21/10/2021 às 19:47
Bruno Funchal, ex-secretário especial do Tesouro e Orçamento, e Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional (Edu Andrade/Ministério da Economia/Antônio Cruz/Agência Brasil)

Bruno Funchal, ex-secretário especial do Tesouro e Orçamento, e Jeferson Bittencourt, secretário do Tesouro Nacional (Edu Andrade/Ministério da Economia/Antônio Cruz/Agência Brasil)

A derrota da equipe econômica para a ala política do governo na mudança do teto de gastos para abrir espaço no Orçamento de 2022 para um auxílio de R$ 400 culminou com a demissão em massa dos principais técnicos que assessoravam o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O Ministério da Economia informou nesta quinta-feira, 21, os pedidos de exoneração do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e sua adjunta, Gildenora Dantas. Também pediram para deixar o cargo o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, e seu adjunto, Rafael Araujo.

Conforme o Estadão/Broadcast havia adiantado, a insatisfação da equipe econômica era crescente diante das manobras da ala política do governo para burlar o teto de gastos e conseguir entregar um programa social de R$ 400 exigidos pelo presidente Jair Bolsonaro no ano em que buscará a reeleição. De acordo com fontes, Funchal já teria dito a interlocutores que se recusaria a assinar qualquer medida que contrariasse as regras fiscais.

De acordo com a nota da Economia, o motivo dos pedidos de exoneração é de "ordem pessoal". "Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do País", acrescentou a pasta. "Os pedidos foram feitos de modo a permitir que haja um processo de transição e de continuidade de todos os compromissos", completou o ministério.

A decisão ocorre no mesmo dia em que o governo definiu um acordo para rever a regra do teto de gastos e fazer uma manobra para abrir espaço no Orçamento para o programa Auxílio Brasil de R$ 400, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro. São as primeiras baixas no alto escalão da equipe econômica após a decisão do governo.

Secretário de Petróleo e Gás pede demissão do governo

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Coelho, pediu demissão do cargo. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21) pela assessoria da pasta. Não houve informação sobre as razões da demissão e nem sobre quem o substituirá.

Mauro Coelho estava no cargo desde abril de 2020. Antes, trabalhou na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal do governo responsável pelo planejamento do setor elétrico.

"Após cerca de 14 anos no serviço público, dos quais quatro como Diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e um ano e meio como Secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho deixa o serviço público", informou o MME.

Segundo a pasta, após o período regulamentar de quarentena, José Mauro retornará ao setor energético nacional para atuar na iniciativa privada.

 
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