SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 27 DE OUTUBRO DE 2021
PREVENT SENIOR

Rio-pretense entrará para o rol de investigados da CPI da Covid

Ele foi chamado a depor na CPI nesta quarta-feira, 22, na condição de testemunha

Estadão Conteúdo
Publicado em 22/09/2021 às 15:21Atualizado em 22/09/2021 às 17:06
Pedro Benedito Batista Júnior, diretor da Prevent Senior, nega pressão para médicos prescreverem 'tratamento precoce'. (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Pedro Benedito Batista Júnior, diretor da Prevent Senior, nega pressão para médicos prescreverem 'tratamento precoce'. (Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou há pouco que o diretor executivo da operadora de saúde Prevent Senior, o rio-pretense Pedro Benedito Batista Júnior, entrará para o rol de investigados pela comissão. Ele foi chamado a depor na CPI nesta quarta-feira, 22, na condição de testemunha. Com o andamento da oitiva, na qual os senadores reforçaram acusações contra a operadora de saúde, Renan anunciou a mudança.

O relator da CPI afirmou também que irá enviar para a Procuradoria de Justiça do Estado de São Paulo as informações apuradas pela comissão sobre a atuação da Prevent Senior na pandemia.

"Esses fatos aconteceram lá e há desejo do Ministério Público de São Paulo em levantar essa situação. Mandaremos, claro, para a Procuradoria-Geral da República e, adicionalmente, para Procuradoria em São Paulo", disse Renan.

Na CPI da Covid, rio-pretense diretor da Prevent Senior rebate acusações feitas à empresa

Diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, na CPI da Covid

Diretor-executivo da operadora de saúde Prevent Senior, o rio-pretense Pedro Benedito Batista Júnior iniciou seu depoimento à CPI da Covid rebatendo as acusações feitas à empresa, investigada pela comissão.

Um grupo de médicos que diz ter trabalhado na Prevent apresentou um dossiê no qual informa que integrantes do chamado "gabinete paralelo" do governo de Jair Bolsonaro usaram a operadora de saúde como uma espécie de laboratório para comprovar a tese de que o chamado kit covid (hidroxicloroquina e azitromicina) era eficiente contra a doença e revelaram que pacientes não foram informados do tratamento experimental, o que é ilegal.

A operadora também foi acusada de omitir mortes no estudo, e não afastar funcionários médicos diagnosticados com covid. Benedito rejeitou essas alegações e afirmou que desde o início da pandemia a Prevent Senior vem sofrendo "acusações infundadas". "Todos os colaboradores suspeitos ou com teste positivo para covid eram imediatamente afastados".

Sobre o apontamento de que mortes foram ocultadas em documento, Benedito alegou que os casos não constavam no relatório em questão porque foram registradas após a confecção do documento. "De 26/03 a 04/04 ocorreram somente dois óbitos, quando o documento foi escrito", disse o diretor da empresa, segundo quem o material foi "retirado totalmente do contexto".

Benedito também afirmou que o dossiê entregue à CPI foi produzido a partir de dados furtados e manipulados para "deturpar a conduta de mais de 3 mil médicos".

 
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