SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 19 DE AGOSTO DE 2022
CANDIDATO À REELEIÇÃO

Bolsonaro cancela encontro com Fiesp em dia de atos

Atividade seria na mesma para a qual estão marcados dois atos em São Paulo em defesa da justiça eleitoral

Agência Estado
Publicado em 04/08/2022 às 00:24Atualizado em 04/08/2022 às 08:49
Jair Bolsonaro (Rovena Rosa/Agência Brasil São Paulo-SP)

Jair Bolsonaro (Rovena Rosa/Agência Brasil São Paulo-SP)

O presidente Jair Bolsonaro cancelou ida à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) como candidato à reeleição. O chefe do Executivo havia marcado uma visita a entidade no próximo dia 11 de agosto. A atividade seria na mesma para a qual estão marcados dois atos em São Paulo em defesa da justiça eleitoral, da democracia e contra as investidas do presidente sobre o processo eleitoral brasileiro.

Um desses atos tem a própria Fiesp como uma das principais articuladoras. Bolsonaro também desistiu de jantar com empresários do grupo Esfera Brasil, outra atividade marcada para o mesmo dia.

A Fiesp confirma que o presidente não irá mais à entidade. Extraoficialmente, o motivo é a pressão que o chefe do Executivo sofreria para assinar o manifesto pela democracia articulado pela Fiesp e que tem o apoio de entidades como a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) e a (Federação Brasileira de Bancos) Febraban.

A entidade presidida por Josué Gomes pretendia convidar Bolsonaro a assinar a carta no debate da semana que vem. Nesta terça-feira, 3, em entrevista, o presidente rejeitou tornar-se signatário. “Essa carta é política, não preciso dizer se sou democrático ou não”, declarou. “Não precisa de carta, comprovo que sou democrata pelo que fiz”.

No mesmo dia, no pátio da faculdade da Direito da USP, uma reedição da “Carta aos Brasileiros” será lida pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. O manifesto, criado por ex-alunos, circula em grupos de Whatsapp de advogados há alguns dias e é inspirado na “Carta” de 1977, lida por Goffredo da Silva Telles Jr., que pedia o restabelecimento de um estado democrático de direito e manifestava repúdio ao regime militar, vigente na época.

O documento foi aberto para a adesão do público em geral. A carta já bateu a marca de 700 mil assinaturas nesta quarta-feira, 3.

 
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