SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2021
CONTRA COVID

Guedes diz que em 2 meses Brasil vai começar a vacinar países vizinhos

Ministro da Economia disse que o Brasil já vacinou 93% da população adulta com a primeira dose e 60% com duas doses

Estadão Conteúdo
Publicado em 13/10/2021 às 18:34Atualizado em 13/10/2021 às 19:40
Ministro da Economia Paulo Guedes (FOTO: EDU ANDRADE/Ascom/Ministério da Economia)

Ministro da Economia Paulo Guedes (FOTO: EDU ANDRADE/Ascom/Ministério da Economia)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que, em dois meses, o Brasil terminará de vacinar sua população adulta contra a Covid-19 e começará a ajudar países vizinhos.

Em evento do Atlantic Council, Guedes disse que o Brasil já vacinou 93% da população adulta com a primeira dose e 60% com duas doses. "Temos preocupação com a recuperação desigual entre os países. Em dois meses, teremos nossa população toda vacinada e vamos começar a vacinar nossos vizinhos", afirmou.

No evento, o ministro acrescentou que o programa de manutenção de empregos (Bem) preservou 11 milhões de empregos e que outros 3 milhões foram criados desde a metade do ano passado. "Caímos menos e estamos crescendo mais rápido do que as economias avançadas. Vamos crescer 5,3% neste ano", completou.

O ministro acrescentou que as mudanças climáticas preocupam todo mundo e que já ocorrem catástrofes. "Está chovendo muito pouco no Brasil e preços da energia estão aumentando. Já na China, chove demais e o preço do carvão sobe", completou.

Guedes: até o fim do ano, teremos reformas tributária e administrativa aprovadas

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse acreditar que, até o fim do ano, a reforma tributária e a reforma administrativa serão aprovadas, além da confirmação das privatizações da Eletrobras e Correios.

Em evento do Atlantic Council, o ministro disse que continua conversando com os Estados Unidos para estreitar as relações e mandou um recado aos investidores estrangeiros: "Eu diria: confie no Brasil. Estamos reduzindo os impostos das empresas, reduzindo as barreiras para comércio, abrindo a economia. Estamos simplificando tudo", completou.

Guedes: Temos confiança que cresceremos o dobro do que o FMI está prevendo

Confiante na projeção de que o Brasil vai crescer 2,5% em 2022, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira, 13, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) "vai errar de novo" ao estimar um avanço bem mais tímido do PIB brasileiro no ano que vem, de apenas 1,5%. Ele atribuiu o "erro" na estimativa ao "barulho político" em torno de medidas do governo e avanço das reformas.

Guedes participou de um evento promovido pelo Atlantic Council, em Washington (EUA). O ministro está na capital americana participando de reuniões do FMI e do Banco Mundial.

No ano passado, o Fundo chegou a prever queda de 9,1% no PIB por causa da pandemia de covid-19, mas o resultado foi menos negativo (recuo de 4,1%), graças a programas que garantiram transferências de renda a vulneráveis e manutenção de empregos.

Nas projeções para 2022, o FMI se soma a economistas que também esperam um crescimento mais tímido no ano que vem. Na mediana do Boletim Focus, coletado pelo Banco Central, a expectativa está em alta de 1,57%. A equipe econômica tem criticado as previsões.

"O FMI vai errar de novo, eles continuam fazendo isso. O crescimento será de mais de 2% em 2022", disse Guedes. "Temos confiança que cresceremos o dobro do que o FMI está prevendo", acrescentou o ministro em outro momento de sua fala. Para ele, o "erro" do FMI é explicado pelo "barulho político". Guedes tem citado a expressão constantemente em suas falas públicas para tentar separar conflitos das medidas concretas. "Os perdedores continuam gritando, e nós, trabalhando", disse.

Guedes: Em 2020, tivemos a redução mais importante da pobreza nos últimos 40 anos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira, 13, que o auxílio emergencial proporcionou a maior redução da pobreza já vista nos últimos 40 anos. Por causa da pandemia de covid-19, o governo desembolsou cerca de R$ 300 bilhões em 2020 para pagar uma ajuda mensal a vulneráveis. O benefício foi retomado em abril deste ano, num formato mais enxuto e com valores menores.

"O Brasil gastou duas vezes mais que a média dos países emergentes em assistência social. Foi o maior impacto na pobreza que já tivemos", afirmou Guedes durante evento do Atlantic Council, em Washington (EUA).

Para o ministro, transferências diretas de renda são solução para pobreza e desigualdade. "Claro que temos que investir em educação e saúde (também). Quanto mais cedo investimos nas pessoas, mais chances de igualdade (de renda)", afirmou.

Guedes disse ainda que o pagamento do auxílio acabou alimentando a aceleração da inflação, principalmente em itens alimentícios e de habitação. Mas ele ressaltou que o Brasil aprovou a autonomia do Banco Central e também que o fenômeno inflacionário tem sido observado em todo o mundo.

 
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