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Diário da Região

28/03/2017 - 11h27min

Prefeito na cadeia

Edson Gomes assume prefeitura e é preso em seguida

Prefeito na cadeia

Atualizada às 23:30h

Quase seis meses depois da eleição de outubro, o candidato a prefeito mais votado em Ilha Solteira, Edson Gomes (PP), finalmente tomou posse na manhã desta terça-feira, 28. Só que em vez de ir para a Prefeitura foi para a cadeia. Gomes foi empossado na Câmara de Vereadores, de onde saiu escoltado por policiais para a delegacia de Ilha Solteira, em uma viatura da Polícia Civil. De lá, seguiu para a cadeia de Pereira Barreto. Como tem diploma de curso superior (é médico), foi levado depois para o Centro de Ressocialização de Araçatuba, que tem cela especial. 

Edson Gomes tomou posse a dois dias do fim do prazo estabelecido pela própria Câmara. “Já temos prefeito, mas ele está preso”, afirmou o vereador Valdecir Ferreira Lima (PV), que empossou o Gomes na condição de presidente do Legislativo. No mesmo dia, o presidente da Casa eleito em janeiro, Emanuel Zinezi Rodrigues (DEM), que estava interinamente no cargo de prefeito desde 1º de janeiro, retornou à Câmara.

Edson Gomes se entregou à Justiça após acordo entre os advogados dele e a polícia. Legalmente, não haveria empecilho de ele ser empossado, mesmo preso. O Diário apurou que Gomes vai pedir afastamento do cargo, o que abre caminho para o vice, Otávio Gomes (PP), seu filho, assuma o comando do município. A Lei Orgânica de Ilha Solteira prevê que o prefeito pode se ausentar da cidade por até 15 dias. A partir deste prazo, é preciso autorização da Câmara.

O prefeito preso articula a permanência do filho no cargo até que ele seja solto e possa assumir o posto, evitando que nova eleição seja realizada na cidade. Enquanto isso, Gomes tenta suspender o mandado de prisão contra ele no Tribunal de Justiça, em São Paulo. O prefeito eleito foi diplomado pela Justiça Eleitoral no início do mês, o que dá a ele foro privilegiado para responder o processo pelo qual foi preso.

“Eu refleti bastante. Viemos espontaneamente. Estamos agora à disposição da Justiça”, afirmou Edson Gomes, em entrevista à TV TEM, nesta terça, antes de deixar a Câmara e seguir para a cadeia. Ele estava foragido da Justiça desde o final de novembro. Gomes é réu em processo que o acusa de fraude em licitações na contratação de bandas para shows em feira agropecuária e outros eventos quando foi prefeito anteriormente, no período de 2009 a 2012. A suposta fraude somaria R$ 1,4 milhão.

Obstrução da Justiça

A ação criminal ainda não foi julgada, mas interceptações telefônicas com autorização judicial revelaram que Edson Gomes agia para atrapalhar o andamento do processo. O Ministério Público o acusou de “adotar medidas evasivas” para impedir a aplicação da lei penal, “reforçando ainda mais a necessidade da prisão”. 

O prefeito empossado também responde ação de improbidade sobre o mesmo caso. Entre as conversas interceptadas, Edson Gomes falava com advogados sobre faltar a uma audiência no processo criminal e em outra reclamava de sua situação, além de pedir ajuda ao irmão, ex-deputado federal Vadão Gomes. Além de prefeito de Ilha Solteira, Edson Gomes já foi deputado estadual. “Não praticamos ato ilícito nenhum”, disse Gomes nesta terça.

Gomes só reverteu decisão mês passado

Não bastasse o problema que o levou para a prisão nesta terça-feira, Edson Gomes (PP) só conseguiu reverter no mês passado a decisão da Justiça contra o registro da candidatura dele a prefeito. Ele disputou e venceu a eleição mesmo com o registro indeferido.
O motivo da cassação do registrado da candidatura dele foi a Lei da Ficha Limpa, no caso uma condenação em segunda instância por improbidade em outro processo.

A decisão que favoreceu Gomes agora em fevereiro foi do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que atendeu recurso do político. A decisão do TSE validou os 7.117 votos que ele teve em outubro. Logo atrás, veio o candidato Cícero Aparecido da Silva (PTB), que recebeu 4.225 votos. Ilha Solteira tem 26,4 mil habitantes. “Nunca vi nada igual”, afirmou um funcionário da Prefeitura sobre o imbróglio.

 

Clique para ampliar e leia a primeira promessa do prefeito

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