Deputado federal pelo PL, Motta defende em audiência no Senado redução de jornada de trabalho
Político de Rio Preto falou em favor da PEC 148/2015, que propõe a redução gradual da jornada de trabalho de 44 para 36 horas

Nesta terça-feira, 2, em que o início do julgamento no STF do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de Golpe de Estado após as eleições de 2022 hipnotiza a cena política nacional, o deputado federal de Rio Preto Luiz Carlos Motta (PL) também chamou a atenção na capital federal.
Ele ocupou espaço no Senado para defender um tema caro aos sindicatos de trabalhadores, mas que costuma fazer os liberais na economia torcerem o nariz: a aprovação da PEC 148/2015.
A Proposta de Emenda à Constituição em questão propõe a redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 36 horas, sem redução salarial e sem horas extras.
O texto prevê que a jornada passe primeiro para 40 horas e depois seja reduzida em uma hora por ano, até chegar ao limite de 36 horas semanais. Em audiência pública na CCJ, Motta ressaltou que “a medida representa dignidade, equilíbrio entre vida e trabalho e pode gerar milhões de empregos formais”.
Correligionário de Bolsonaro e cada vez mais próximo do núcleo bolsonarista de Rio Preto ligado ao prefeito Coronel Fábio Candido (PL), Motta preside a Fecomerciários e aa CNTC. O parlamentar, que forjou sua carreira política junto a entidades sindicais, falou em nome de 12 milhões de trabalhadores do comércio de bens e serviços em todo o país.
Em sua explanação, o deputado federal destacou ainda “que o excesso de jornada tem comprometido a saúde mental dos trabalhadores, lembrando que em 2024 o Brasil registrou mais de 400 mil afastamentos por transtornos mentais”.
Para ele, a redução gradual da jornada não significa perda de produtividade, “mas sim mais qualidade de vida, saúde e cidadania, além de um novo modelo de organização do trabalho”.