SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2021
TERRIVELMENTE EVANGÉLICO

Bolsonaro volta a elogiar André Mendonça e renova promessa de evangélico no STF

Indicado pelo presidente por ser "terrivelmente evangélico", André Mendonça teve a indicação travada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)

Estadão Conteúdo
Publicado em 13/10/2021 às 12:34Atualizado em 13/10/2021 às 13:56
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na solenidade de posse (Rodrigo Lima)

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), na solenidade de posse (Rodrigo Lima)

Em meio às dificuldades do governo em emplacar André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a elogiar nesta quarta-feira, 13, o ex-ministro da Justiça e renovou sua promessa de colocar um evangélico no corpo de ministros da Corte. Mendonça é pastor presbiteriano.

"Se Deus quiser, brevemente Miracatu terá um ministro do Supremo Tribunal Federal. À família de Miracatu, de André Mendonça, meus cumprimentos, por este homem extremamente competente, capaz e inteligente, e dentro do meu compromisso com um evangélico para o Supremo Tribunal Federal", declarou Bolsonaro em evento em cerimônia de entrega de títulos de propriedades rurais em Miracatu (SP), onde mora parte da família do ex-ministro. A cidade fica na região do Vale do Ribeira, região em que Bolsonaro morou na infância.

Indicado por Bolsonaro por ser "terrivelmente evangélico", André Mendonça teve a indicação travada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O parlamentar resiste a pautar a agendar a sabatina necessária para aprovar ou não o nome do ex-advogado-geral da União (AGU). Nesta manhã, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que a indicação deve ser analisada no colegiado nas próximas semanas. Também hoje, o vice-presidente Hamilton Mourão disse ter uma outra indicação para o cargo, mas que foi rejeitada pelo chefe do Executivo: o desembargador Thompsom Flores.

Mourão critica demora da sabatina de Mendonça, mas tem outro nome para STF

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, criticou nesta quarta-feira a demora do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), em pautar a sabatina do indicado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, ao Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Na sua chegada ao Palácio do Planalto, o vice-presidente, no entanto, disse ter outro nome para a Corte: o desembargador federal Thompson Flores, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

"A minha indicação o presidente não quer", disse o general a jornalistas.

Na avaliação de Mourão, Alcolumbre erra ao não pautar a indicação de Mendonça. "Acho que não está correto isso aí. Eu acho que o senador Alcolumbre deveria cumprir a tarefa dele como presidente da Comissão de Constituição e Justiça, botar o nome para ser votado e acabou. Se for aprovado muito bem; se não for, muito bem também. É o papel do Senado confirmar ou não a indicação do presidente da República", afirmou.

Cabe ao presidente da CCJ do Senado definir a data da sabatina.

Resistente ao perfil lava-jatista do ex-ministro da Justiça, sobretudo após seu distanciamento do governo, Alcolumbre "sentou em cima" da indicação de Mendonça, mas já sinalizou a aliados que pode marcar a sabatina ainda em outubro. Evangélicos têm pressionado o senador a tomar uma decisão.

Na segunda-feira, o pastor Silas Malafaia cobrou publicamente ministros do Centrão, como Ciro Nogueira, da Casa Civil, e Flávia Arruda, da Secretaria de Governo, a defenderem a indicação de Mendonça, escolhido por Bolsonaro por ser "terrivelmente evangélico".

Distante de Bolsonaro, Mourão afirmou nesta quarta-feira que tem um plano B para o STF, o desembargador Thompson Flores. A indicação do vice-presidente, contudo, teria sido rejeitada pelo chefe do Executivo. "O presidente tem conhecimento da competência técnica e profissional do desembargador, mas o presidente tem outras variáveis que leva em consideração dessa decisão", declarou o vice-presidente.

O general voltou a tecer críticas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que nesta semana desistiu de ouvir, mais uma vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e confirmou que não estará na comitiva do governo na Cúpula do Clima (COP 26) das Nações Unidas, em Glasgow, na Escócia.

Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no sábado, Bolsonaro deixou Mourão de fora da desejada chefia da delegação brasileira na COP. A tarefa ficará a cargo do o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. "Não estou previsto para ir à COP 26. Acho que nem o ministro de Relações Exteriores Carlos França está indo", afirmou Mourão.

 
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