Prefeito diz que condenação aplicada pelo TCU foi 'injustiça'
Edinho Araújo disse que foi surpreendido com decisão de Tribunal e pretende recorrer com auxílio dos procuradores municipais
Edinho Araújo disse que foi surpreendido com decisão de Tribunal e pretende recorrer com auxílio dos procuradores municipais - Johnny Torres 12/9/2020

O prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (MDB), comentou nesta quinta-feira, 8, que considerou injusta a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que o condenou a devolver R$ 90 mil aos cofres do Fundo Nacional de Assistência Social por irregularidades em convênio envolvendo a Frater, em 2002. "Uma grande injustiça. Eu fiscalizei e cobrei a Frater. Agora, condenar a administração acho que é um grande equívoco. Tem uma ação na Justiça que estou ganhando", afirmou o emedebista ao dizer que o governo "cobrou a entidade que não prestou as contas".

Para o Tribunal, o prefeito não comprovou a aplicação de recursos destinados pela União à Fraternidade Samaritanos de Ação Social (Frater) ainda no seu primeiro mandato. Em decisão do dia 8 de setembro, o TCU determinou a notificação de Edinho para efetuar o pagamento do valor no prazo de 15 dias. O prefeito afirmou ao Diário que pretende recorrer da decisão. "Vamos ver o que a Procuradoria-geral (do município) vai fazer", disse Edinho.

De acordo com a decisão, o Executivo também foi condenada a devolver R$ 42 mil ao governo federal. As irregularidades ocorreram durante a execução de convênio formalizado entre a Frater e o governo federal com o objetivo de garantir o atendimento de crianças e adolescentes.

Na época, o repasse previsto era de R$ 300 mil pela União, sendo R$ 75 mil o valor estipulado como contrapartida.