Casale recebe Major Olímpio contra agenda de Bassan

ELEIÇÕES 2020

Casale recebe Major Olímpio contra agenda de Bassan

Candidato a prefeito do PSL, Marco Casale, organiza visita de senador no mesmo dia da agenda da deputada federal Carla Zambelli, que apoia o candidato do PRTB à Prefeitura de Rio Preto, Paulo Bassan


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O senador Major Olímpio (PSL) confirmou agenda em Rio Preto na próxima quinta-feira, dia 15. Ele estará junto com o candidato a prefeito Marco Casale, do mesmo partido em atividade partidária. No entanto, no mesmo dia, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) também estará na cidade, mas para declarar apoio ao candidato Paulo Bassan, do PRTB, partido do vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Ela chega um dia antes para participar de jantar com o médico e, no dia seguinte, participará de extensa agenda política. Os dois estão em pé-de-guerra dentro do partido, justamente por apoios dados por Carla a candidatos a prefeito que tenham o perfil bolsonarista, ainda que o PSL, tenha candidatos próprios nas localidades.

Segundo o Diário apurou, o senador chega em Rio Preto na quarta-feira, dia 14, mas sem atos públicos. O único compromisso nesta data será em Catanduva, para manifestar apoio ao padre Osvaldo Rosa (PSDB), que tem o PSL na coligação. No dia 15, ainda em Rio Preto, o major cumpre agenda com Marco Casale — está prevista uma caminhada no Calçadão de Rio Preto — e depois ele segue para Barretos. Casale não forneceu detalhes sobre a visita.

A agenda de Zambelli em Rio Preto também começa no dia 14, quando ocorrerão reuniões, caminhadas no Calçadão e no Shopping Azul. No dia seguinte, a "trombada" com o senador: está prevista uma live com Paulo Bassan, palestra para empresários e carreata. Bassan ainda obteve apoio de outro membro do PSL, o também deputado federal Coronel Tadeu, que esteve em Rio Preto no lançamento da candidatura do PRTB.

No entanto, Major Olímpio tem prometido internamente a membros do partido levar a dupla para o conselho de ética da legenda por apoiar candidatos que não estão em aliança com o PSL. Ambos podem ser expulsos do partido. As rusgas entre os três têm muito a ver com a saída do presidente Jair Bolsonaro da legenda. Olímpio entrou em rota de colisão com Eduardo Bolsonaro, que assumiu a presidência do partido, mas que foi removido do cargo em seguida, o que alterou todo o comando da legenda em todo o Estado e culminou, por exemplo, com a saída de Paulo Bassan do PSL rumo ao PRTB.

Sobre a "marcação cerrada" entre a dupla, Bassan disse estar acompanhando a distância. "O apoio a minha pessoa tem provocado uma briga entre eles. Olha só que coisa. Estou achando até hilário", afirmou.