Ala do STF diz que Marques fez ‘patetada’, mas mantém apoio

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que avalizaram a indicação do desembargador Kassio Nunes Marques para ocupar uma vaga na Corte admitiram que o magistrado cometeu um erro ao turbinar suas credenciais acadêmicas. "Foi uma patetada", disse um deles ao Estadão. Mesmo assim, todos diminuíram o impacto das suspeitas de plágio na dissertação de mestrado de Marques.

Em conversas reservadas, ministros do STF como Gilmar Mendes e Dias Toffoli, fiadores do desembargador, têm afirmado que os problemas encontrados não são impeditivo para que ele ocupe a cadeira de Celso de Mello na Corte. Esta também é a posição de Jair Bolsonaro. "Quando eu indico qualquer pessoa para qualquer local, eu sei que ela é uma pessoa boa tendo em vista a quantidade de críticas que ela recebe da grande mídia", afirmou o presidente nesta quarta-feira, 7.

No Palácio do Planalto e no Congresso, o discurso oficial, agora, é o de que outros integrantes do próprio Supremo já apresentaram currículos com títulos que depois tiveram de ser corrigidos. A ministra Carmen Lúcia, por exemplo, não defendeu a tese de doutorado em Direito do Estado pela USP, como constava em seu currículo, embora tenha cursado os créditos nos anos de 1982 e 1983. Ela corrigiu as informações em 2009. Já o ministro Alexandre de Moraes chegou a ser acusado por um professor de Direito de copiar trabalho de um jurista espanhol em um de seus livros.